O ano de 2025 já se está a aproximar e com ele a especulação sobre as novas tendências. No que diz respeito à área de RH, estes profissionais têm um papel imprescindível para manter a competitividade. A formação é uma das práticas mais relevantes para reter o talento e incentivar o compromisso. Neste sentido, é fulcral compreender quais serão as tendências de formação em RH para o próximo ano.
Iniciando pelas tendências gerais das empresas, segundo a Rumos Training, o foco no bem-estar, na sustentabilidade e na responsabilidade social continuará bem presente em 2025. Espera-se a generalização dos modelos híbridos ou remotos, o aumento dos períodos de descanso, a possível implementação da semana de quatro dias e a intensificação do desafio de transmitir a cultura organizacional a equipas dispersas.
Evidente será a maior integração da IA (Inteligência Artificial) nos processos de RH, conforme apurado pela mesma fonte, principalmente para a automatização de tarefas e para a análise preditiva dos dados. A tecnologia permitirá uma gestão mais estratégica, focada no desenvolvimento humano e na inovação. Proporcionar ambientes baseados em DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) é, igualmente, uma tendência para o próximo ano.
Verificadas as especulações, a nossa RHmagazine questionou o seu Conselho Editorial sobre as necessidades de formação em RH para 2025, tendo sido consideradas prioritárias as seguintes competências técnicas:
- Competências Digitais e Tecnológicas – formação sobre IA, automação e plataformas;
- HR Analytics – formação sobre ferramentas, tomadas de decisão, impacto e previsão de tendências;
- Gestão Estratégica de Talentos – formação sobre planeamento da sucessão e desenvolvimento de lideranças;
- Gestão de Mudança e Agilidade Organizacional – formação sobre adaptação à mudança;
- Processo SWP – formação sobre planeamento estratégico da força de trabalho;
- Upskilling e Reskilling Organizacional – formação sobre metodologias que integrem coaching, mentoring e academias de formação;
- Gestão e Liderança de Equipas em Trabalho Remoto – formação sobre liderança de equipas dispersas geograficamente;
- Orientação para o Negócio/Business Strategy – formação sobre estratégias de negócio;
- Posicionamento Estratégico dos RH – formação sobre posicionamento em RH.
No caso das soft skills, foram evidenciadas:
- Empatia e Inteligência Emocional – formação sobre gestão emocional em RH;
- Mentalidade de Aprendizagem Contínua – formação sobre gestão do conhecimento;
- Resiliência e Gestão do Stress – formação sobre técnicas de gestão de stress;
- Colaboração e Networking – formação sobre trabalho em equipa;
- Comunicação e Influência – formação sobre boas práticas de comunicação.
O Conselho Editorial da RHmagazine debateu, ainda, os melhores métodos para o desenvolvimento das competências identificadas, selecionando:
- Experiências imersivas;
- Atividades criativas e culturais;
- Projetos multidisciplinares;
- Formação “clássica” como base;
- Mentoria;
- Coaching;
- Mobilidade interna e interpares;
- Projetos entre a academia e as empresas;
- Role-play;
- Formação com experts;
- “Erasmus” interno e externo.
Conforme acima explicitado, a formação é de extrema importância, mas pode (e deve) ser complementada com outros métodos de desenvolvimento de competências. Rita Távora, Country Talent Development Manager no IKEA Group, garantiu: “Num contexto de rápidas mudanças tecnológicas e sociais, é essencial que as equipas de Recursos Humanos se sintam bem equipadas e confiantes para acompanhar e promover essas transformações.”
Acrescentou duas áreas de formação que considerou decisivas para as equipas em 2025: “Liderança Inclusiva, de forma a explorar como construir e consolidar uma cultura inclusiva e diversificada que reflita a sociedade em todas as vertentes e níveis da organização” e “Bem-estar e Experiência do Colaborador, identificando desafios e investindo na experiência positiva e saúde dos colaboradores, respondendo aos desafios que surgem nas diferentes fases da sua vida, com ênfase na saúde mental.”
A formação é de extrema importância, mas pode (e deve) ser complementada com outros métodos de desenvolvimento de competências.
Carla Pombeiro, Diretora de Pessoas na Sumol + Compal, salvaguardou: “A agenda de formação direcionada às equipas de RH deve seguir as mesmas tendências das restantes áreas de negócio.” Posto isto, reforçou a importância da Transformação Digital, Data e Analytics e da Automação e IA, não esquecendo, ainda assim, as competências comportamentais e a Experiência do Colaborador.
Inês de Castro, Head of People da Worten Iberia, declarou: “Considero que cada vez mais as equipas RH têm de saber trabalhar e ‘falar com dados’, pelo que toda a formação que contribua para o desenvolvimento do pensamento analítico e de negócio e para a aprendizagem de ferramentas de análise de dados é muitíssimo relevante. Será sempre importante continuar a aposta em formação de soft skills, que continuam a ter um grau de importância muito elevado no dia-a-dia de um profissional RH.”
Exploradas as tendências de formação em RH para 2025, resta que as empresas as coloquem em prática, para manter os colaboradores atualizados e envolvidos na cultura organizacional. O sucesso das empresas está nas suas pessoas.