Portugal volta a destacar-se com três MBA executivos entre os 100 melhores do mundo, segundo a edição de 2026 do Financial Times Executive MBA Ranking. O ISCTE Executive Education assume a liderança nacional, na 55.ª posição, seguido do The Lisbon MBA Católica|Nova, no 71.º lugar, e da Porto Business School, na 82.ª posição.
A maior subida entre as instituições portuguesas pertence ao ISCTE Executive Education, que avançou 26 lugares face a 2025, passando da 81.ª para a 55.ª posição mundial. Trata-se do melhor resultado do programa nos últimos quatro anos, depois de ter ocupado o 100.º lugar em 2023, o 92.º em 2024 e o 81.º em 2025.
“O ranking é apenas um output. Importa-me mais o outcome. Estamos a fazer bem? Estamos a criar impacto e a atrair mais e melhores pessoas? É isso que importa. Passar de 81.º no mundo, em 2025, para 55.º em 2026, subindo 26 lugares, é fantástico e inédito. É uma marca de ouro para a nossa instituição, para os alunos e alumni e para a nossa operação de formação de executivos, o Iscte Executive Education. Não podíamos ter melhores notícias”, afirma José Crespo de Carvalho, presidente do ISCTE Executive Education, citado em comunicado.
Entre os indicadores avaliados pelo Financial Times, o programa alcançou o quinto lugar mundial em ESG, critério que considera a integração de temas éticos, sociais, ambientais e relacionados com a transição para a neutralidade carbónica na formação. O ISCTE Executive Education ocupa ainda a 22.ª posição mundial em alumni network, indicador relacionado com a rede de antigos alunos, e a 40.ª em work experience, que avalia a experiência profissional dos participantes antes da realização do MBA executivo. Neste último caso, são considerados fatores como a senioridade, o percurso profissional, a dimensão das organizações e a experiência internacional.
Nos resultados profissionais dos antigos alunos, o programa apresenta o salário médio atual mais elevado entre os três MBA executivos portugueses presentes no ranking. A avaliação dos participantes revela ainda uma satisfação global de 9,725 pontos numa escala de 10. Segundo a instituição, o Executive MBA conta também com 63% de mulheres em cargos de administração.
O The Lisbon MBA Católica|Nova ocupa este ano a 71.ª posição mundial, depois de ter alcançado o 61.º lugar em 2025. Apesar da descida de 10 posições, o programa mantém a liderança nacional entre os MBA executivos lecionados em inglês, segundo a sua diretora executiva, Maria José Amich. “Somos o MBA executivo mais internacional, o que nos capacita para atrair cada vez mais alunos e professores internacionais”, sublinha a responsável.
O programa integra o top 100 do Financial Times desde 2015, embora a sua presença seja consecutiva apenas desde 2020. Na edição de 2026, os estudantes internacionais representam 34% dos participantes, enquanto 54% do corpo docente é internacional. Segundo a instituição, são os valores mais elevados entre os programas portugueses classificados nestes dois indicadores. A representação internacional no conselho de administração do programa atinge os 50%.
Nos indicadores de investigação e sustentabilidade, o The Lisbon MBA Católica|Nova ocupa a 68.ª posição mundial no FT research rank e a 12.ª no critério carbon footprint, sendo este último o melhor resultado entre as instituições portuguesas presentes na classificação. O programa conta ainda com 100% de docentes com doutoramento.
“Estes resultados refletem o impacto que procuramos gerar no percurso profissional dos nossos alunos e uma proposta académica muito próxima da realidade das organizações. O nosso modelo de aprendizagem assenta no learning by doing, colocando os alunos perante desafios e projetos reais de negócio e criando uma ponte permanente entre a academia e o mundo empresarial. A esta experiência junta-se o nosso programa de mentoria, que entra agora na terceira edição e conta já com perto de 50 CEOs, proporcionando um acompanhamento individual aos nossos alunos. É esta combinação entre rigor académico, experiência prática de gestão de negócio, e contacto direto com líderes empresariais que queremos continuar a aprofundar nos nossos programas”, realça Maria José Amich.
A Porto Business School (PBS), que se estreou no ranking em 2025, subiu 13 posições na edição deste ano, alcançando o 82.º lugar mundial. Trata-se de uma das maiores subidas registadas em 2026. A evolução surge três anos depois de a escola ter redesenhado o seu Executive MBA, com o objetivo de acelerar a progressão profissional dos participantes e reforçar a dimensão internacional do programa.
Os resultados mostram uma melhoria em vários indicadores. A satisfação global dos antigos alunos passou de 8,48 para 8,89 pontos, numa escala de dez, correspondendo à sétima maior melhoria mundial neste critério.
No career progress rank, que avalia a progressão dos antigos alunos em termos de senioridade e dimensão das organizações onde trabalham, o programa avançou 27 posições, passando do 90.º para o 63.º lugar mundial. Mas é na evolução salarial que a Porto Business School apresenta um dos seus principais resultados. Três anos depois da conclusão do MBA executivo, os antigos alunos registam um aumento remuneratório médio de 63%, o mais elevado entre os programas portugueses classificados. O valor representa uma melhoria de quatro pontos percentuais face aos 59% registados na edição anterior.
Esta valorização salarial coloca o Executive MBA acima de 61 dos 100 programas presentes no ranking e a apenas um ponto percentual dos resultados do INSEAD e da Kellogg, ambos com aumentos de 64%. “Há três anos, redesenhámos o Executive MBA com uma convicção clara: acelerar a carreira de líderes e dar-lhes uma perspetiva verdadeiramente global. Estes resultados mostram que estamos no caminho certo: somos hoje a escola portuguesa onde as carreiras mais avançam”, defende José Esteves, dean da Porto Business School.
O Financial Times Executive MBA Ranking, recorde-se, distingue anualmente os 100 melhores programas de MBA executivo do mundo, considerando diferentes dimensões da formação e do percurso profissional dos participantes. Entre os critérios avaliados estão a evolução salarial dos antigos alunos, a progressão de carreira, os objetivos profissionais alcançados, a diversidade, a internacionalização, a investigação, a integração de temas ESG no ensino e a pegada carbónica.
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