O ISAL – Instituto Superior de Administração e Línguas, instituto superior politécnico, foi a primeira instituição de ensino superior da Região Autónoma da Madeira, região altamente turística.
História da instituição
O ISAL, como instituição de ensino superior, inicia a sua atividade na Região Autónoma da Madeira (RAM), pérola do Atlântico, em 1984. Este ano completa as suas bodas de pérola (30 anos). Inicialmente, o ISAL desenvolveu diversos cursos superiores, atribuindo o grau de bacharel nas áreas da gestão e turismo.
Para atingir os desígnios aos quais se propôs, o ISAL procedeu à aquisição de novas instalações propícias ao bom desenvolvimento das ações enquadradas no ensino superior. Estas instalações foram inauguradas em 2004 e representam a primeira fase do investimento.
O ano de 2005 foi marcante, não só para o ISAL mas também para a própria região da Madeira. O ISAL recebe autorização de funcionamento da sua primeira licenciatura. Pela primeira vez na Região Autónoma da Madeira é criada uma licenciatura em turismo.
No ano de 2006, o ISAL iniciou uma nova aventura: as pós-graduações. Nesse ano foi desenvolvida uma pós-graduação em direção hoteleira e, graças ao seu sucesso, anualmente o ISAL lança diversas novas pós-graduações em áreas determinantes, sempre com o objetivo de dar resposta às necessidades da região.
Com o processo de Bolonha em funcionamento, no ano letivo de 2007/08, o ISAL passou a oferecer quatro licenciaturas: gestão de empresas, organização e gestão hoteleira, contabilidade e finanças e turismo.
Os CET – cursos de especialização tecnológica foram uma aposta ganha por parte do ISAL. Estes cursos, orientados para áreas de carência da região, contam com duas edições por ano, estando atualmente o CET em gestão administrativa de recursos humanos na 7.ª edição e o CET em turismo ambiental na 4.ª edição.
Atualmente, o ISAL adquiriu novas instalações que permitirão desenvolver programas consistentes nas áreas das pós-graduações e dos novos cursos denominados por TeSP − cursos técnicos superiores profissionais, a par, naturalmente, das atuais licenciaturas.
A missão do ISAL, desde o seu início, está intimamente relacionada com uma oferta vocacionada para as necessidades económicas e sociais da região, o que, aliado à sua vertente politécnica (o saber-fazer), se traduz numa elevada taxa de empregabilidade. Ligada a este sucesso está a UNIVA – Unidade de Inserção na Vida Ativa –, que faz a ponte entre o tecido económico e empresarial da região e os estudantes.
Atividades/cursos
Todas as atividades do ISAL são norteadas para que os alunos adquiram e desenvolvam conhecimentos e competências, por forma a evoluírem tanto como profissionais como enquanto pessoas.
O ISAL, neste momento, tem em funcionamento três licenciaturas, a saber:
- gestão de empresas;
- turismo;
- organização e gestão hoteleira.
Desde 2008 e até agora, o ISAL desenvolveu diversos CET e tem registado na Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) quatro cursos:
- gestão administrativa de recursos humanos;
- turismo ambiental;
- gestão comercial;
- secretariado de direção e comunicação empresarial.
Neste momento, com a alteração legislativa e a necessidade nacional de qualificação de nível 5 (ministrada em institutos superiores politécnicos), o ISAL está a desenvolver a criação dos cursos técnicos superiores profissionais – TeSP. Estes TeSP serão nas áreas de excelência do ISAL: gestão e turismo. Brevemente serão entregues à DGES para aprovação e publicação.
Os TeSP consistem num ciclo curto de ensino superior, dividido em quatro semestres letivos, em que o primeiro é caraterizado por uma forte componente geral e o último inteiramente constituído por estágio. Desta forma, esta formação vem ao encontro das recomendações da OCDE de 1973, em que Portugal deveria optar por formação com um elevado grau de componente vocacional. Estes cursos permitem o prosseguimento dos estudos, através de vagas especiais de acesso ao ensino superior, e equivalências com cursos de ensino superior que atribuem grau académico (em especial nas licenciaturas).
O ISAL constituiu uma comissão para o estudo e desenvolvimento dos TeSP e, após a análise do tecido económico e social da RAM, detetou nove áreas fundamentais para desenvolvimento destes cursos. No entanto, dada a falta de regulamentação e instrumentos de efetivação dos pedidos de aprovação, o ISAL conta abrir, este ano letivo, os seguintes cursos:
- gestão administrativa de recursos humanos;
- informação e animação turística;
- gestão comercial e de marketing;
- gestão financeira e auditoria;
- empreendedorismo e criação de negócios.
O ISAL continua a considerar como fundamentais para a RAM as restantes quatro áreas e irá preparar o seu desenvolvimento por forma a estarem prontas para o ano letivo de 2015/16.
Quanto às pós-graduações, o ISAL continua a apostar neste tipo de formação e reformulou a sua forma de divulgação, estando, neste momento, em ligação direta com as entidades regionais para desenvolvimento das mesmas. No próximo ano letivo, o ISAL irá promover nove pós-graduações:
- gestão (3.ª edição);
- gestão desportiva;
- gestão de recursos humanos;
- finanças para não financeiros;
- gestão de sistemas de informação;
- gestão do encerramento das contas;
- gestão e políticas públicas (2.ª edição);
- auditoria e controlo de gestão (2.ª edição);
- gestão de serviços de saúde e instituições sociais (5.ª edição).
A aposta em coordenadores científicos de relevo, quer a nível nacional quer a nível regional, continua a ser uma garantia de qualidade efetiva do plano de estudos, assim como do seu corpo docente, nunca descurando a componente prática que este tipo de formação exige.
Fatores de diferenciação
O ISAL é a mais antiga instituição de ensino superior da ilha da Madeira e o único politécnico da região. Todos os docentes têm uma vertente prática forte, dado que é esse o objetivo do ensino politécnico: saber-fazer! Desta forma, o ISAL alia dois vértices fundamentais: o conhecimento e a experiência profissional.
As vantagens de ser uma instituição de ensino superior politécnico passam por:
- ligação às atividades profissionais e empresariais;
- forte ligação às empresas e instituições da região;
- relacionamento dos cursos do ISAL com as necessidades da região;
- melhor integração na vida ativa.
Com a UNIVA (Unidade de Inserção na Vida Ativa), o ISAL possibilita:
- apoiar o jovem na procura de emprego e na posterior integração profissional;
- informar e orientar o jovem que pretenda prosseguir os estudos;
- recolher e divulgar ofertas de emprego e formação;
- promover a ligação entre o ISAL e o meio empresarial.
A oferta de licenciaturas é em regime pós-laboral, o que permite o desenvolvimento de competências e saberes de uma parte da população que já trabalha e que de outra forma não poderia prosseguir os seus estudos. A acrescer, quase toda a oferta (CET/licenciaturas) conta com a vertente de estágio nos seus cursos, o que privilegia a ligação ao mundo empresarial e ao mercado de trabalho. Desta forma, a taxa de empregabilidade é elevada, consequência da qualidade do ensino do ISAL.
Mesmo a nível da formação pós-graduada, a oferta é igualmente em regime pós-laboral, pois é dirigida a trabalhadores ativos que, desta forma, poderão evoluir na sua carreira profissional dentro ou fora da organização onde já trabalham. Esta oferta conta com um corpo docente multidisciplinar, de referência nacional e regional, e que combina a vertente académica com a vertente profissional, como em todas as ofertas formativas do ISAL.
Equipa
O ISAL conta com uma equipa, docente e não docente, pluridisciplinar e altamente qualificada, quer do ponto de vista académico quer do ponto de vista profissional. Desta forma, a equipa do ISAL conta com alguns colaboradores que se mantêm desde a sua génese, assim como novos elementos que consolidam e diversificam a capacidade de desenvolver com qualidade os atuais e novos projetos.
Sendo o ISAL uma instituição de ensino superior, conta com uma estrutura alargada e representativa, a saber:
- a entidade titular do ISAL é representada pela Dr.ª Marta Quaresma;
- a equipa de gestão (conselho de direção) é presidida pelo diretor-geral, Dr. José Quaresma, e conta com o apoio das diretoras de curso: Dr.ª Elisabete Rodrigues e Dr.ª Sancha de Campanella;
- Conselho Técnico e Científico, constituído por professores doutores, nomeados pelos pares;
- Conselho Pedagógico, constituído por diretores de curso, diretores de departamento, representante da Associação de Estudantes do ISAL e outros estudantes;
- Conselho para a Avaliação e Qualidade;
- diretores de departamento;
- diretores de curso;
- Provedor do Estudante;
- estrutura de apoio: composto por serviço informativo e de relações públicas, serviços académicos, serviços administrativos e serviços auxiliares.
ENTREVISTA
JOSÉ QUARESMA – Diretor geral do ISAL
Qual é a estratégia do ISAL?
O ISAL mantém a estratégia já definida em 2004, claro que com as devidas adaptações. O ISAL tenciona oferecer formação superior de qualidade inequívoca e que contribua para o desenvolvimento da RAM, em parceria com as entidades regionais.
Desta forma, estamos sempre a olhar para os nossos cursos e a pensar de que forma podemos melhorá-los e adequá-los às necessidades dos nossos alunos. Agora, com o desaparecimento dos CET e o nascimento dos TeSP e com estreita colaboração com as entidades regionais, mais uma vez, a nossa oferta vem ao encontro das reais necessidades do tecido empresarial e económico da Madeira.
As nossas licenciaturas em turismo e organização e gestão hoteleira foram reestruturadas e o próximo ano letivo iniciará já com os novos planos de estudos. No entanto, não é um assunto fechado em si mesmo e o ISAL continuará a trabalhar no sentido de toda a nossa oferta ser adequada ao mercado da Região Autónoma da Madeira.
A par desta estratégia, é nossa convicção que, sendo a Madeira uma zona de turismo de excelência, a nossa licenciatura em turismo terá esse fator diferenciador das outras em Portugal. Efetivamente, consideramos que em Portugal não haverá outro local de referência na área do turismo como a zona onde o ISAL se insere.
Em que medida os cursos TeSP se encontram na linha estratégica do ISAL?
Em boa hora foi aprovada a legislação que regulamenta estes cursos. Estes enquadram-se nas linhas de orientação que o ISAL defende e que passam pelo binómio: aumento de competências/necessidades do mercado. Desta forma, esta oferta garante um equilíbrio entre o que o mercado de trabalho necessita e a formação que as instituições de ensino superior podem desenvolver, por forma a contribuírem para o desenvolvimento das regiões onde se inserem.
Quem são os destinatários destes cursos TeSP?
Estes cursos são pós-secundário e são orientados para todos os estudantes que integram a via profissionalizante, a saber: secundário − via profissional, escolas profissionais, sistema de aprendizagem e outros. Atualmente, existem na RAM cerca de 3300 alunos neste tipo de ensino (10.º, 11.º e 12.º anos) em áreas distintas, tais como: informática, gestão, hotelaria, marketing e comércio. Assim, o ISAL desenvolveu cursos que proporcionam a estes alunos um prosseguimento dos estudos, por forma a alargar os seus conhecimentos dentro da área já adquirida. Deste modo, ficam dotados de competências para seguir qualquer uma das vias possíveis: iniciar a sua carreira profissional ou seguir uma vida académica através do ingresso nas licenciaturas/mestrados/doutoramentos.
Qual o impacto destes cursos TeSP nos estudantes?
Estes cursos vêm ao encontro de uma necessidade premente: neste momento, os cerca de 1000 alunos que estão a terminar o ensino secundário via profissionalizante terão apenas como hipótese encontrar trabalho. Assim, ao ingressarem neste tipo de formação, os estudantes ficam mais qualificados, aumentam o nível de conhecimentos, aumentam a ligação ao mundo empresarial (via estágio), aumentando, desta forma, o seu nível de competências.
Estes cursos permitem ainda criar um ambiente universitário mas com um cariz muito profissional, o que pode catapultar os estudantes para continuar a sua vida académica, sempre aliados a uma vida profissional.
E no mercado de trabalho?
Sendo um dos objetivos principais do ISAL a empregabilidade e considerando ainda que os alunos que vão participar provêm da via profissionalizante, prevemos que seja atingido com sucesso um elevado nível de empregabilidade. Aliás, estes cursos serão desenvolvidos em quatro semestres, em que o último é exclusivamente de estágio. Da nossa experiência, cabe ao aluno tornar este estágio no seu futuro local de trabalho, dado que a necessidade da empresa existe.
Relativamente à formação para executivos: a vossa aposta reside apenas nas pós-graduações?
Nesta fase, o ISAL aposta nas suas pós-graduações que se distinguem claramente das demais na região. O ISAL (a par da Universidade da Madeira) é a única instituição de ensino que pode criar e lecionar este tipo de formação. O que temos assistido na região consiste apenas em instituições do continente que, em parcerias locais para instalações, desenvolvem as suas pós-graduações, distanciadas das reais necessidades da região e sem apostar em docentes de elevada qualidade existentes na região.
Aliás, a ideologia de qualquer instituição de ensino superior é a ligação ao tecido económico e social onde se insere, daí todas e quaisquer aprovações se cingirem a um local. Desta forma, o ISAL é dedicado à Madeira e é aí que tem as ligações necessárias ao desenvolvimento de formação de excelência.
A formação de executivos é um projeto antigo do ISAL, pois consideramos que esta formação deverá ser de curta duração (as pós-graduações são de média duração) e com um corpo docente de cariz internacional. É nosso objetivo nos próximos dois anos avançar, pois consideramos que nessa altura a conjuntura económica e social da RAM assim o permitirá… Costumamos dizer algumas vezes nas reuniões internas: porque deverão ir os executivos da Madeira para fora quando podemos trazer os docentes à Madeira?