Durante décadas, ser chefe era o auge do sucesso profissional. Hoje, para a Geração Z, é um lugar que poucos desejam ocupar. Os jovens preferem o equilíbrio ao prestígio.
Um relatório recente da plataforma Glassdoor, citado pelo New York Post, revela que a Geração Z está a adotar o chamado “career lily pad”. Em vez de seguir um percurso linear, prefere mudar de rumo sempre que uma nova oportunidade se alinha melhor com os seus objetivos pessoais e profissionais. “A longo prazo, essa flexibilidade é mais sustentável”, explica Morgan Sanner, Fundadora da Resume Official.
O estudo, baseado num inquérito a mais de mil profissionais norte-americanos, mostra que 68% dos trabalhadores da Geração Z não aceitariam um cargo de chefia sem uma compensação financeira significativa. Para os jovens trabalhadores, gerir equipas deixou de ser um símbolo de realização.
Estabilidade em tempos de incerteza
Ainda assim, esta geração não rejeita a responsabilidade. Segundo o relatório Worklife Trends, a Geração Z representa já cerca de 10% de todos os cargos de chefia. Mas quando lidera, valoriza a colaboração, a flexibilidade e o work-life balance, afastando-se das hierarquias rígidas e da cultura de controlo que marcaram gerações anteriores.
A sucessão de despedimentos, a instabilidade global e o avanço da inteligência artificial (IA) estão a redefinir as prioridades profissionais dos mais jovens. De acordo com a Glassdoor, sete em cada 10 trabalhadores da Geração Z afirmam que a IA levou-os a questionar a sua segurança no emprego, o que tem impulsionado uma procura por carreiras menos vulneráveis à automação.
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