Um estudo divulgado pelo Banco de Portugal aponta que os trabalhadores recém-contratados têm em média salários mais baixos do que os trabalhadores que permaneceram na empresa, tendo um impacto negativo nos salários.
A estruturação do emprego (entradas e saídas de empresas) e a mobilidade laboral (entradas e saídas de trabalhadores) têm um impacto negativo no crescimento real dos salários, segundo um estudo divulgado esta sexta-feira pelo Banco de Portugal.
Os resultados do estudo “Qual é o contributo da dinâmica das empresas e da mobilidade laboral para a variação dos salários reais?”, que faz parte da publicação “Crescimento Económico Português: Uma Visão Sobre Questões Estruturais, Bloqueios e Reformas” indicam que a restruturação do emprego e a mobilidade laboral tem um “papel importante na variação real dos salários”.
Em relação à mobilidade laboral, os resultados indicam que os trabalhadores recém-contratados têm em média salários mais baixos do que os trabalhadores que permaneceram na empresa, tendo isto um efeito negativo na variação salarial agregada.
De acordo com o documento, “o uso generalizado de contratos com termo certo pode levar a que os salários de entrada sejam sistematicamente inferiores aos salários dos trabalhadores que permaneceram na mesma empresa, acentuando o contributo negativo da mobilidade laboral para o crescimento dos salários reais”.