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IA entrou na gestão de pessoas e trouxe novas possibilidades, mas também novos dilemas. Até onde pode ir?
A RHmagazine desafiou alguns membros do seu Conselho Editorial a responder.
Alfredo Silva, Former DRH da Nestlé (Europa, África e Médio Oriente)
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Com o evento da IA, que traz importantes benefícios para a gestão de pessoas, o princípio basilar da estratégia de implementação deverá ser sempre atribuir responsabilidade humana na tomada de todo o tipo de decisões baseadas na IA. Nesse sentido, todas as soluções devem ser decididas com uma esmerada prevenção de risco, em todos os aspetos que ponham em causa a segurança da informação pessoal. Os documentos das empresas devem refletir essa exigência, baseados em valores e princípios que devem ser transparentes e explicáveis. Aspetos chave e não negociáveis serão diversidade, não-discriminação e justiça (igual acesso, igual tratamento).”
Carlos Courelas, Diretor de Recursos Humanos da Servier Portugal
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Na digitalização dos RH, são inegociáveis a proteção rigorosa e isenta dos dados pessoais, a transparência dos algoritmos e critérios de decisão, a prevenção de enviesamentos e discriminação, em respeito pelos valores humanos e democráticos, e a proibição de manipulação de informação (incluindo imagem e vídeo) com fins pouco explícitos. A tecnologia deve servir as pessoas, garantindo consentimento informado, segurança, proporcionalidade no uso de dados e, ainda, a salvaguarda da empregabilidade futura, para uma sociedade coesa em que todos beneficiam dos avanços tecnológicos da mesma.”
Emília Roseiro, Diretora de Recursos Humanos da Bel para a Europa do Sul & Turquia
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A digitalização dos RH – absolutamente incontornável, ao focar os profissionais no valor acrescentado – tem limites éticos inegociáveis, como a proteção da privacidade, a transparência na utilização de algoritmos e IA (nomeadamente na forma como são tomadas decisões, por exemplo, em recrutamento) e a equidade – não discriminação e prevenção de vieses nos processos digitais.”
Joana Santos Silva, CEO e Professora do ISEG Executive Education
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O limite é simples: o que não diríamos numa praça pública não pode ser entregue a um algoritmo. Saúde, dados pessoais e avaliações comportamentais não são matéria-prima para treinar sistemas opacos. O consentimento real, a minimização de dados e a responsabilidade humana final não são opcionais. Digitalizar não é desumanizar – nem terceirizar a ética ao software.”
Artigo publicado na edição 164 da RHmagazine, referente aos meses de maio e junho de 2026
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