Autora: Isabel Paredes, SHL Portugal
[Artigo publicado na RHmagazine 129]
De repente, a virtualização, tantas vezes anunciada, chegou. De um dia para o outro, assessments presenciais passaram a remotos.
A avaliação de colaboradores para apoiar decisões de contratação e mobilidade é tão antiga quanto a existência de organizações. Mas apenas recentemente a palavra “assessment”, à semelhança de muitos termos importados do inglês, entrou no jargão organizacional.
Os assessment centers, também chamados development centers quando têm objetivos de desenvolvimento, não são uma novidade, sendo que a sua utilização remonta aos anos 30 do século XX. Aquilo que os carateriza é envolverem múltiplos participantes, múltiplos exercícios, múltiplos avaliadores e múltiplas fontes de informação. Os exercícios incluem simulações de situações de trabalho (role plays, apresentações, in-trays, exercícios de grupo). Adicionalmente, podem ser utilizados testes de aptidões, questionários de personalidade e de motivação, avaliações 360º e entrevistas. Trata-se de uma metodologia muito robusta, em que a variedade de técnicas de avaliação e de avaliadores garante uma maior objetividade, devido à diversidade da informação recolhida e das perspetivas envolvidas.
E, de repente, a virtualização, tantas vezes anunciada, chegou. De um dia para o outro, assessments presenciais passaram a remotos.
Na SHL, estávamos preparados para esta mudança. Os assessments virtuais da SHL utilizam uma plataforma tecnologicamente avançada, combinada com o rigor da ciência psicológica. Integram simuladores de ambientes, tarefas e ferramentas de trabalho, o questionário de personalidade profissional líder mundial (OPQ), testes interativos de aptidões premiados e entrevistas vídeo. Para funções das TI, existem entrevistas técnicas e múltiplos testes de conhecimentos assistidos por inteligência artificial.
Existem desvantagens? Certamente que sim. A mais óbvia é a falta de contacto real, com tudo o que isso implica de restrição da espontaneidade e da observação de comportamentos não verbais.
Mas as vantagens do assessment virtual são inegáveis:
- Os participantes utilizam os mesmos equipamentos e aplicações com que estão familiarizados no mundo real.
- Existe melhor adequação à agenda do participante – por exemplo, podem gravar as respostas a uma entrevista à noite ou ao fim de semana.
- As barreiras geográficas são eliminadas.
- Os custos de viagens e estadias são drasticamente reduzidos.
- Os avaliadores dispõem de ferramentas para fazer anotações, classificar e produzir relatórios que ficam gravados digitalmente.
- A pegada de carbono é diminuída – menos viagens e menos papel.
- O menor custo e a acessibilidade tornam possível alargar o número de envolvidos e contribuir para uma maior igualdade de oportunidades.
Em suma, o talento é identificado rapidamente em qualquer parte do mundo.
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