Uma análise da Eurofirms revela um aumento de cerca de 40% na procura de talento durante o verão, face ao período homólogo de 2025. A indústria alimentar lidera este crescimento (45%), seguida da logística (30%) e as campanhas agrícolas (10%). Ainda assim, é a hotelaria que continua a concentrar o maior volume de contratações nesta altura do ano.
“Nos últimos anos temos assistido a uma redução clara da sazonalidade tradicional. As empresas operam hoje em cadeias de abastecimento muito mais contínuas e os consumidores esperam disponibilidade permanente de produtos e serviços. Também na Eurofirms verificamos um aumento dos pedidos dos clientes durante o verão, particularmente no trabalho temporário, para responder ao reforço operacional e à substituição de colaboradores no período de férias”, afirma João Francisco, InCompany Leader da Eurofirms Portugal, em comunicado.
Os jovens entre os 21 e os 30 anos continuam a liderar as contratações de verão. Logo atrás, surgem os profissionais com idades entre os 31 e os 35 anos. O recrutamento mantém um equilíbrio entre homens e mulheres e continua a ser dominado por talento nacional, embora a presença de profissionais estrangeiros, sobretudo brasileiros, seja cada vez mais expressiva.
Logística e produção entre as funções mais procuradas
Entre as funções em destaque estão operadores logísticos, preparadores de encomendas, motoristas de distribuição, operadores de produção, técnicos de manutenção, profissionais de apoio ao cliente e perfis ligados à coordenação operacional.
Apesar do aumento da procura, “nem sempre é fácil encontrar os profissionais necessários”, admite João Francisco, acrescentando que as empresas enfrentam dificuldades relacionadas com a escassez de talento, a elevada rotatividade em algumas funções operacionais, a substituição de colaboradores durante as férias e a retenção de profissionais qualificados.
A análise da Eurofirms confirma que o recrutamento deixou de responder apenas a necessidades pontuais e passou a assumir um papel estratégico para garantir a continuidade do negócio. Os maiores constrangimentos verificam-se nas funções que exigem trabalho por turnos, horários alargados ou disponibilidade ao fim de semana, bem como em perfis técnicos especializados nas áreas da logística, manutenção industrial e saúde.
“Uma quebra da capacidade operacional durante o verão pode traduzir-se em atrasos, menor qualidade do serviço, aumento da pressão sobre as equipas e perda de competitividade. Por isso, o planeamento atempado e soluções como o trabalho temporário ou o outsourcing assumem hoje um papel essencial para garantir a continuidade das operações“, conclui João Francisco.
Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI