O Fórum RH volta a ser o ponto de encontro de referência para os decisores do setor dos Recursos Humanos em Portugal, conscientes da importância estratégica das pessoas dentro das suas organizações. Se não conseguiu marcar presença no evento do ano, ative as notificações do nosso portal e acompanhe, em direito, a cobertura da 29º edição do Fórum RH.
O evento de referência da área de Recursos Humanos, decorreu no dia 14 de maio, e contou com uma área de exposição ,duas salas de conferências, mais de 50 oradores, 20 sponsors, 500 convidados, workshops e muito mais.
Esta edição contou com o patrocínio premium: Adecco, DECO PROteste, Edenred, GoodHabitz, ISQe e a Workplace Options. Além dos premium, contou com o patrocínio de: Capgemini, Cegid, Doutor Finanças, Gfoundry, goFLUENT, GROWN-ING, Inetum, ISQ Academy, Multipessoal, Steelcase Portugal e Urban Sports Club.
O Fórum RH, contou ainda com o apoio de: Actuasys, Didaskalia, BLConsulting, Futuro e Dynargie.
Acompanhe o evento, ao minuto, na RHmagazine, em direto da sala Workplace Options:
09h00 | Sessão de abertura
Vanessa Henriques, CEO do IIRH – Instituto de Informação em Recursos Humanos, dá as boas-vindas e arranca com a nova edição do Fórum RH.
Além de uma breve apresentação do programa, a CEO incentiva o público a conhecer as soluções e inovações dos patrocinadores, e anuncia que o próximo ano será “muito importante” porque o IIRH comemora os 30 anos do Fórum RH.
09h10 – Palestra | 7 mitos sobre liderança em tempo de IA
Na sala ISQe & Cornerstone, José Crespo de Carvalho, Presidente da Comissão Executiva do ISCTE Executive Education, dá início a uma apresentação sobre os mitos da liderança em tempos de Inteligência Artificial. José Crespo de Carvalho esclarece que a liderança não é absolutamente fundamental nem é um produto da situação/circunstância.
“O líder não pode deixar de ir atrás da tecnologia”.
O Presidente da Comissão Executiva do ISCTE Executive Education refere que, nem sempre, os líderes e os liderados perseguem os mesmos objetivos.
“Não se pode exigir tudo do líder e nada dos liderados. Nós enquanto liderados temos as obrigações que temos e são para cumprir”.
O palestrante termina a sua apresentação com o tema da Inteligência Artificial e defende que “podemos e devemos utilizar as ferramentas tecnológicas para tomadas de decisões mais conscientes e ágeis”. Um outro aspeto defendido pelo Presidente são os modelos preditivos e mais foresight. “Fazemos muitos poucos exercícios de foresight, em Portugal”, conclui.
9h35 – Caso Prático | Benefícios Flexíveis: Ferramentas para aumentar a atratividade e eficiência
Cristina Veloso descreve alguns benefícios que a Viatris disponibila aos colaboradores, como o seguro de vida, trabalho híbrido, subsídio de transporte e cartão de refeição da Edenred. Explica também que outros benefícios flexíveis que a empresa disponibiliza estão relacionados com a educação, saúde e crédito de habitação. A diretora de RH reforça que os benefícios têm de ser pensados para abranger a diversidade etária e de género que existe na empresa. Quanto a importância que isso tem para os colaboradores, “permite aos colaboradores uma flexibilidade de escolha de acordo com a sua necessidade, e isso motiva-os”.
Para implementar estes benefícios, Cristina Veloso, expõe que “um dos grandes desafios é escolher parceiros de confiança e que tenham credibilidade”.
Explica ainda que é importante “comunicar estes benefícios aos colaboraes, ensiná-los a utilizá-los e fazê-los entender as vantagens”.
Por sua vez, Eunice Valério, Head of Legal Edenred, enumera os benefícios da empresa, que incluem subsídio de refeição, vale infância, seguro de saúde, passe social. Além disso, também oferecem a possibilidade do teletrabalho e dias de férias adicionais.
Eunice Valério alerta para alguns pontos que as empresas devem ter em atenção quanto a esses benefícios, como pensar e construí-los de acordo com a cultura da empresa, ter em conta o critério da universalidade, tem atenção a faixa etária e garantir que realmente são utilizados.
09h55 – Mesa Redonda | Desenvolvendo lideranças
Questionada pela moderadora, Alexandra Andrade, Country Manager, Adecco, sobre a definição do termo ‘Business Partner’, Ana Claudia Ruiz, General Manager, Coca Cola, explica que o mesmo tem de corresponder a 3 pontos essenciais: “tem de perceber a estratégia, tem de conhecer muito bem a empresa, o ambiente e a cultura onde está”. “Se estes pontos estiverem em conformidade, a gestão da empresa vai correre bem e isso vai deixar os colaboradores mais felizes”, declara.
Quanto ao ponto de como atrair e fidelizar os jovens de hoje, Inês Lima, Diretora-Geral, McDonald’s Portugal (uma das maiores empresas responsáveis pela contratação de talento jovem) explica que “é um trabalho diário, todos os dias são bons dias para atrair e reter talento”. Continua: “estamos muito focados em formar estes jovens porque muitas vezes somos o primeiro emprego. Estes jovens são muito mais curiosos e têm mais vontade de aprender muito rápido”.
Inês Lima explica que a flexibilidade de horários que dispõem por causa dos part-times e o facto de ser um ambiente de trabalho muito jovem, tem peso na questão de retenção. Para a Diretora-Geral do McDonald’s Portugal, é importante para a empresa promover boas condições de trabalho, pois “queremos que cada colaborador quando sai, seja um embaixador e que conte a sua boa experiência enquanto trabalharam connosco”.
Ruth Breitenfeld, Vice presidente da Cepsa Portuguesa e administradora da Cepsa Trading, expõe que os líderes devem promover um ambiente de trabalho de confiança e de partilha onde as pessoas possam se sentir confortáveis em expressar as suas ideias e apresentar sugestões de melhoria. “Os lideres têm de ter a capacidade de puxar o que de melhor há nos colaboradores”, refere.
10h35 – Mesa Redonda | Bem-estar digital: como equilibrar produtividade e saúde mental
Falando no bem-estar digital, Carla Barros, Global Well-being Strategy da EDP, expõe que “uma empresa tem de ter materiais tecnológicos para os colabores poderem produzir e assim sentirem realizados com o seu trabalho”. A mesma reforça o quão é importante dar prioridade à saúde no trabalho: “Se não colocarmos pessoas 100% dedicadas ao tema, o tema não vai ser prioritário”.
Inês Queirós, Wellness Manager, Mota-Engil, afirma que “a tecnologia pode modelar o nosso comportamento para sermos mais produtivos”.
Por sua vez, Sandro Resende, Manicómio, refere que “primeiro está o bem-estar das pessoas e depois é que se pode inserir o digital de forma a tirar partido do mesmo”.
11h55 – À Conversa | Gestão de talentos com IA: estratégias para identificar e desenvolver potenciais
Sofia Marta, Country Manager, Google Cloud Portugal, defende que é importante “a forma como treinamos o algoritmos, tal como também é importante haver diversidade na equipa responsável pelo mesmo”.
Sofia Marta reforça que “é impossível trabalharmos e querermos utilizar a IA sem responsabilidade. Temos de ter uma utilização consciente. Há que haver uma limitação legal e ética. Devemos olhar para a IA de uma forma arrojada mas nunca podemos deixar de lado o tema da responsabilidade”.
12h15 – Mesa Redonda | Porquê investir em Benefícios além do óbvio
Nuno Gonçalo Simões, Diretor de Capital Humano, PwC, afirma que “é um erro assumir que as pessoas conseguem sempre manter uma alta performance no trabalho”. Reforça ainda que o descanso é importante e que isso é que vai garantir a boa performance dos colaboradores.
“O descanso não tem de ser feito a dormir, pode ser feito num clube de jogos de tabuleiro, de paddle, ou em torneios de futebol e futsal”, expõe, referindo também que para os colaboradores serem felizes é necessário a empresa proporcionar condições para tal.
Falando acerca da saúde mental, Nuno Gonçalo Simões diz que é necessário haver apoio psicológico, workshops, falar do tema, pois, só trazendo esse assunto à mesa é que vai fazer as pessoas falarem acerca do mesmo. “Há que manter o tema sempre em cima da mesa. Não esconder, não fingir que não existe, não evitar falar sobre o tema”, aconselha o Diretor de Capital Humano da PwC.
Ainda sobre o mesmo tema, Hugo Alexandre Valada, Senior Human Resources Generalist & Team Leader, McKinsey & Company, declara que “uma empresa que se preocupa com as suas pessoas tem de perceber que é necessário proporcionar situações que impactem positivamente a vida delas”.
14h20 – Mesa Redonda | Bem-Estar Organizacional: como criar um ambiente saudável
Acerca do tema “Ferramentas de Apoio ao Bem-Estar geral: como podemos ajudar os nossos Colaboradores”, Vanda de Jesus, Managing Director and Portugal Country Head, iCapital, não quis deixar de referir o quão simples, mas importante é o reconhecimento, fazendo os colaboradores se sentirem valorizados: “o clássico palmadinhas nas costas”.
Tocando no ponto da Inteligência Artificial, Vanda de Jesus refere que o maior desafio do RH é gerir o medo, pois é normal haver este sentimento por causa do impacto da IA no setor. Neste sentido, a mesma reforça: “é necessário preparar as pessoas para as novas funções por causa da IA”.
Helena Teresa Oliveira, Social responsibility and employee relations manager da BRISA, expressa que nem sempre as empresas têm a possibilidade de aumentar salários de forma a combater a inflação. Nesse sentido, é inevitável que os colaboradores estejam preocupados com as suas despesas, o que vai gerar stress nos mesmos. Consequentemente, colaboradores stressados dificilmente são produtivos. De acordo com a mesma, para colmatar esta situação, a BRISA implementou algumas estratégias/benefícios para aliviar as carteiras dos seus colaboradores, como assumir o pagamento das portagens, inspeção nos automóveis, oferta de seguro de saúde, bolsas de estudo, kits escolares, entre outros.
“Colaboradores motivados são colaboradores produtivos”, declara, referindo também que dar autonomia e flexibilidade para os colaboradores conseguirem gerir melhor a vida pessoal e profissional, vai ter o mesmo resultado positivo.
15h00 – Mesa Redonda | Gestão da mudança na Era tecnológica
Sara Barradas, People & Happiness Director, Grupo Capricciosa, e Cláudia saragoça, HR Business Partner, Calzedonia Group, declaram que ambas as empresas recorrem a plataformas de recrutamento de forma a tornar o processo mais ágil e rápido.
Por sua vez, Renato Nunes, RH, Hospital de São José (SNS), declara que “estamos a trabalhar para termos um departamento de Recursos Humanos mais userfriendly, quer para os nossos colaboradores quer para os nossos clientes”.
16h10 – Caso Prático | Workplace, ferramenta estratégica de RH
Catarina Graça, Diretora RH, Claranet, expõe que é importante ouvir as pessoas, perceber quais são as suas dificuldades para assim arranjar soluções que vão ao encontro destas preocupações.
Cristina Freixo, Workplace Services Director, Claranet, expôs o quão versátil e dinâmico é o espaço de trabalho da Claranet, com formatos diferenciados, tendo como finalidade dispôr de um espaço onde as pessoas se sintam bem para trabalhar.
16h30 – Mesa Redonda | O que os CEOs esperam dos DRHs
Quanto aos desafios que os RH irão presenciar nos próximos 5 anos, Carolina Afonso, CEO, Gato Preto, fala em cultura empresarial, Inteligência Artificial e sustentabilidade. Sobre a transformação digital, Carolina Afonso afirma que esta só se faz com pessoas e “com as pessoas certas”.
Jose Luis Barbajosa, CEO da Norauto Portugal, é da opinião que não é fácil fazer uma projeção para os desafios dos próximos 5 anos. O mesmo defende que faz mais sentido “ver o que devemos fazer hoje para assim estar melhor preparado para o futuro”.
Para Jose Luis Barbajosa, de momento, o maior desafio da Norauto a nível de Recursos Humanos é a transformação digital, visto a empresa ter colaboradores de diferentes gerações. “É difícil avançar ao mesmo ritmo e da mesma forma visto termos equipas de diferentes gerações”.
O mesmo refere ainda que é necessário preparar e capacitar as pessoas pensando nos desafios do futuro. “Vamos precisar de pessoas certas, no momento certo. Vamos precisar de ter a equipa certa para os desafios de amanhã”.
17h10 – Palestra de Encerramento
Chris Roebuck foi o keynote speaker escolhido para a palestra de encerramento da 29º edição do Fórum RH. Já desenvolveu mais de 21.000 líderes através das suas palestras inspiradoras e masterclasses. Tem liderado equipas globais e já publicou mais de 5 livros.
“Como podemos acelerar o nosso sucesso com as competências humanas?”, pergunta Chris Roebuck à audiência.
O keynote speaker esclarece que a resposta está na Liderança Acelerada, sistema dividido em três passos.
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