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flexibilidade ultrapassou o salário na hierarquia de prioridades dos candidatos que procuram emprego em 2025. A conclusão é do estudo Experiência Digital do Emprego – Tendências e Aplicações, desenvolvido pelo Clan em parceria com o IIRH – Instituto de Informação em Recursos Humanos, segundo o qual quase 92% dos profissionais de recursos humanos (RH) acreditam que os candidatos valorizam mais o modelo de trabalho (híbrido, remoto ou presencial) do que o pacote salarial e de benefícios.
Apesar desta perceção quase unânime, o estudo lança uma contradição: apenas 47,83% das empresas consideram a flexibilidade como um dos elementos que mais impacto positivo tem na experiência do colaborador. Bem acima surgem fatores como o “acesso fácil e rápido a informações” (73,19%) e a “automação de processos administrativos” (57,97%).
Digitalização avança, mas lentamente
A relação entre talento e tecnologia continua, aliás, marcada por avanços tímidos. Mais de 90% das organizações admitem não utilizar tecnologias emergentes, como inteligência artificial (IA), em etapas críticas da jornada do colaborador, incluindo o onboarding (92,03%) e o offboarding (90,58%).
Quando questionadas sobre o que motiva a adoção de novas ferramentas, as empresas são claras: 88,41% querem reduzir o tempo gasto em tarefas repetitivas. Porém, persistem obstáculos: o custo e a gestão da mudança surgem empatados (62,32%), seguidos pelos riscos de segurança de dados (52,17%) e pelo receio de perder humanização (50,72%).
Competências que vão marcar os próximos anos
Para os inquiridos, a competência mais crítica dos profissionais de RH do futuro será a capacidade de trabalhar dados, apontada por 65,94% dos participantes. Seguem-se a adaptação à mudança (39,13%) e os conhecimentos em automação e IA (38,41%), áreas que ganham relevo à medida que a gestão de talento se torna cada vez mais digital.
“Estes números são um apelo à ação. A tecnologia não pode ser vista apenas como uma ferramenta de eficiência, mas como um investimento estratégico no nosso ativo mais valioso: as pessoas”, sublinha Eduardo Marques Lopes, Diretor de Marketing e Comunicação do Clan. E reforça: “O estudo prova que a flexibilidade é a nova moeda de troca para atrair talento e que as empresas devem usar a tecnologia com intencionalidade, para construir uma cultura de confiança e crescimento. O nosso papel no Clan é ajudar os líderes a serem os arquitetos desta nova experiência de trabalho”.
O estudo, que inquiriu 128 profissionais de RH em Portugal, maioritariamente diretores de RH e técnicos especializados, deixa uma última mensagem: o futuro não será das empresas que digitalizam por obrigação, mas das que usam a tecnologia como alavanca para criar ambientes de trabalho mais humanos, flexíveis e gratificantes.
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