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taxa de desemprego voltou a recuar em outubro, descendo para 5,9%, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE). A melhoria do mercado laboral refletiu-se numa diminuição do número de desempregados, que passou para 329,1 mil pessoas, menos 7,3 mil do que em setembro e 30,2 mil em comparação com outubro de 2024.
Segundo o INE, o recuo de outubro representa uma diminuição de 0,1 pontos percentuais (p.p.) face ao mês anterior, quando o desemprego se situava nos 6%. O valor agora registado é também 0,1 p.p. inferior ao observado um ano antes.
A descida é transversal às diferentes faixas etárias, mas mantém disparidades entre géneros. Em outubro, a taxa de desemprego feminina subiu para 6,6%, superando a dos homens (5,2%), a mais baixa dos últimos 10 anos. Entre os adultos (25 a 74 anos), o desemprego caiu para 5,0%, menos 0,1 p.p. que em setembro. Já a taxa de desemprego jovem (16-24 anos) recuou 0,3 p.p., fixando-se nos 18,3%.
A evolução positiva ocorreu apesar de uma redução da população ativa, que caiu 19,9 mil pessoas face a setembro, para 5,608 milhões. Ainda assim, o número de ativos aumentou quer em comparação com julho (mais 10,3 mil), quer com o período homólogo (mais 140,9 mil).
A população empregada totalizou 5,279 milhões em outubro, menos 12,6 mil do que no mês anterior, mas acima dos valores de três meses antes (+14,3 mil) e do mesmo mês de 2024 (+171 mil).
Subutilização do trabalho também cai
Para além do desemprego, também a taxa de subutilização do trabalho recuou, descendo para 10,1% (menos p.p. face a setembro). Este indicador agrega não só os desempregados, mas também trabalhadores em subemprego a tempo parcial, inativos que procuraram emprego mas não estavam disponíveis para começar a trabalhar de imediato, e ainda inativos disponíveis para trabalhar mas que não procuraram emprego recentemente. No total, 579,4 mil pessoas encontravam-se em situação de subutilização do trabalho em outubro.
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