Autor: Silvia Matos, HH Intern; Maria Mendes, Marketing trainee; Carina Carvalho, HR Manager
“Destruir barreiras foi a minha prioridade, começou a ser necessário um elo imparcial para ouvir e perceber o impacto do trabalho nos colaboradores, falar do salário emocional e focar em aspetos pormenorizados. Com o aumento da empresa, aumentou também a necessidade do departamento de recursos humanos. Hoje somos 100, começamos com 3 e crescemos à velocidade da luz, com o caminho apenas do sucesso.” – Pierre Santos, CEO Grupo HHI, empresa Host Hotel Systems.
Dizemos muitas vezes que a empresa é a nossa segunda casa, e tal como na nossa habitação, muitas das vezes o trabalho que é feito é considerado banal e pouco valorizado, tarefas essas como limpeza, arrumação e organização. O departamento de recursos humanos gosta de brincar e dizer que esse é um dos seus papéis na empresa, porque muitas vezes a noção que se tem desta área é muito redutora às tarefas diárias que são feitas, que têm sempre em vista o bem-estar de todos.
Os recursos humanos são a arte do encaixe do conjunto de necessidades, e faz parte de uma mudança que ainda é muito recente no mercado, fazendo com que haja ainda muito caminho a percorrer até estarmos completamente sincronizados com as empresas em si.
Questionamos um dos nossos colaboradores, que recentemente observou de perto a mão ativa dos recursos humanos, por motivo de alteração de cargo, que nos confessou que todo o seu processo na empresa foi descrito por uma mistura de sentimentos, e que até conseguir “apanhar a onda”, andou muito tempo à procura da sua identidade empresarial e de onde exatamente se encaixava na nossa cultura: “Os recursos humanos tiveram um papel essencial, confiaram no talento já existente e criaram uma nova oportunidade, oportunidade essa que me levou ao crescimento. Evidenciou-se ao fundo do túnel, a oportunidade de progressão na carreira, o que me fez aumentar a motivação e a estabilidade”.
Após ouvirmos este testemunho, decidimos enveredar numa atividade engraçada, e perguntamos na Host uma palavra para definirem os recursos humanos, e as respostas que obtivemos foram:
- Uma total sopa de letras que fizeram o departamento de recursos humanos olhar para, e resumir tudo isso numa palavra. “Malabarismo”. A arte de ir, como diz o Mogli, “ao ritmo da selva” (risos), conciliando o equilíbrio de expectativas com a visão da empresa, e as necessidades de todos os stakeholders, num só bolo sustentável e lucrativo.
Um dos grandes desafios desta área, é que raramente se consegue agradar a gregos e a troianos, porque todos nós temos a nossa própria cultura, raiz e opinião, o que faz com que muitas vezes não exista uma harmonia de gostos, oportunidades e necessidades entre todos os departamentos da empresa, e não só verticalmente falando, como horizontalmente também.
Mas um dos grandes pontos que vale a pena refletir, é o facto de que todo este processo é gratificante para quem trabalha do lado dos recursos humanos, pois mesmo remando contra a maré ou indo abrindo caminho para a mesma, o resultado é sempre algo bonito de se observar, mesmo que seja negativo. Saber que podemos ter um papel decisivo na forma como as pessoas encaram o trabalho, e que podemos ajudar uma organização, uma segunda família, como falávamos no início do texto, a crescer, é algo pelo que vale a pena levantar demasiado cedo todos os dias.
Não existe ainda a perfeição, nem sabemos qual o conceito da mesma, mas a vossa caixinha de segredos, o vosso ponto de informações, os vossos correios, as pessoas sentadas por detrás da secretária que muitas vezes não é vista (se ainda não lá chegaram, estamos a falar do departamento de RH :p), trabalham com e para vocês e o objetivo um dia é alcançar o inalcançável e atingir o ambiente e as condições mais que perfeitas para todos finalmente estarem em pé equitativo.