Por Filipa Figueira, Diretora de Recursos Humanos da MSD Portugal
Vivemos um momento único, com múltiplas gerações a trabalharem lado a lado. Esta força de trabalho multigeracional é uma oportunidade de inovação e competitividade para as empresas. Gerir quatro gerações implica conciliar expectativas, necessidades e formas de trabalho e comunicação distintas, mas é precisamente essa diversidade que enriquece as equipas e lhes oferece novas perspetivas.
Embora se associem a cada geração a certas preferências – como a valorização da flexibilidade, do salário ou do
work-life balance -, acredito que a diferença não reside na geração em si, mas sim na fase da vida em que cada pessoa se encontra e nas suas necessidades. No fundo, todos procuramos o mesmo: sentir que o nossos trabalho tem propósito, que somos valorizados, que temos oportunidades de crescimento e que dispomos de equilíbrio e flexibilidade; o que muda é o peso que atribuímos a cada aspeto, e esse peso muda naturalmente ao longo da carreira. Por isso, os percursos e benefícios devem ser personalizados com base nas motivações individuais e não em estereótipos geracionais.
Na MSD, a diversidade geracional é um pilar estratégico dentro da nossa abordagem de DE&I, apoiada por um council formal que integra três grupos informais – os nossos Employee Business Resource Groups:
- Next Gen Network: promove uma comunidade global e intergeracional, focada no envolvimento dos colaboradores e na construção de uma cultura aberta, colaborativa e orientada para o futuro;
- Women’s Network: capacita e inspira as mulheres da organização a alcançarem todo o seu potencial profissional.
Incentiva a autenticidade e o desenvolvimento de talento feminino e a sua integração nas principais prioridades do negócio; - capABILITY Network: este grupo reúne e apoia colaboradores com deficiência, doença crónica ou neurodivergência. Combate o estigma e atua na promoção da saúde mental.
Para que a diversidade geracional acrescente valor, é necessária uma gestão ativa – não apenas por parte dos RH, mas também dos líderes. Podemos criar programas e práticas eficazes, mas, se não forem aplicados no dia a dia, o impacto será sempre limitado. O papel dos RH é capacitar os líderes com ferramentas para construírem equipas inclusivas e apoiarem carreiras cada vez mais personalizadas e longas.
Na MSD Portugal, acreditamos que gerir uma força de trabalho multigeracional é uma vantagem estratégica. Ao
abraçar as diferenças e desafiar estereótipos, construímos uma cultura mais forte, resiliente e inovadora, para continuarmos a cumprir a nossa missão: melhorar e salvar vidas.
Artigo publicado na edição 161 da RHmagazine, referente aos meses de novembro e dezembro de 2025
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