Ao longo deste ano e meio na Savills, quais são as grandes diferenças a nível dos recursos humanos?
A empresa tem tido um crescimento expressivo nos últimos 2/3 anos, pelo que atualmente procuramos ser mais ágeis nos nossos processos de seleção e recrutamento. As diferenças residem sobretudo nos desafios do trabalho híbrido, que é algo que os candidatos continuam a procurar. Além disso, a forma como as pessoas se relacionam com as organizações tem vindo a mudar; estas precisam de estar alinhadas com os seus propósitos e, como tal, há um conjunto de tendências que nos desafiam quase todos os dias. O nosso trabalho é uma dimensão importantíssima das nossas vidas, onde dedicamos grande parte do nosso tempo e, por isso, deve ser também o lugar onde “vivemos”, aprendemos, ensinamos, desenvolvemos o nosso talento e as nossas competências e expandimos o nosso potencial. Mas este sempre foi o ADN da Savills Portugal e a nossa responsabilidade é continuar a contribuir para concretizar esta visão.
De que forma atraem e retêm talento num mercado tão competitivo?
É uma receita com vários ingredientes. Acredito que a nossa cultura é o fator de maior atração quer para novos colaboradores, quer para manter os que já fazem parte da nossa equipa. Temos uma cultura de grande proximidade, muito atenta àquilo que são os desejos e aspirações das pessoas. Acresce que estamos atentos ao que se passa no mercado, que nos alerta para os temas da flexibilidade, do desenvolvimento de competências, do bem-estar e dos planos de carreira. Temos uma marca forte e uns ótimos escritórios projetados pela nossa equipa de arquitetura, e procuramos acompanhar e implementar as boas-práticas do mercado.
Destaca alguma prática de Gestão de RH que a Savills implementou e que considere inovadora?
Lançámos um projeto muito especial no final de 2023, o ‘Empowering Lab’, um programa criado de raiz por várias pessoas da Savills que provêm de diversos departamentos e hierarquias e que visa a promoção na área da saúde mental e do bem-estar. Ainda é cedo para avaliar porque é muito recente, mas fizemos uma avaliação de fatores psicossociais e identificámos alguns fatores protetores e alguns de risco. A partir daí, desenhámos uma estratégia de intervenção que visasse reforçar os fatores protetores e prevenir os de risco. Isto implica várias abordagens, desde formação a sessões de informação e esclarecimento sobre saúde mental, gestão de stress e burnout. Continuamos a ouvir as pessoas e a desafiá-las a fazer parte das soluções.
Artigo publicado na edição 155 da RHmagazine, referente aos meses de novembro e dezembro de 2024
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