O território nacional apresenta indicadores positivos nas áreas de tolerância a minorias e imigrantes, qualidade de vida, sistema de pensões e diferença salarial entre homens e mulheres.
O relatório Global Talent Competitiveness Index (GTCI) deste ano revela que Portugal ocupa a 29.ª posição do ranking que analisa 119 países, integrando o grupo de países com rendimentos elevados. A capital do país situa-se no 19.º lugar numa lista de 90 cidades.
Nas variáveis de tolerância a minorias e imigrantes, Portugal posiciona-se no 5.º e 17.º lugares, respetivamente. O sistema de pensões nacional valeu ao país o 12.º lugar. E a qualidade de vida deste país à beira-mal plantado é a quinta melhor do total de países avaliado. A diferença salarial entre homens e mulheres parece estar a atenuar-se considerando a 22.ª posição que Portugal ocupa. A produção de conhecimento, através da publicação de artigos em revistas científicas, situa o território nacional na sexta posição.
Mas nem todos os indicadores são positivos. Em variáveis como o ensino secundário (77.º lugar), a facilidade de mudança (81.º), a colaboração entre organizações (77.º), as exportações de alto valor (71.º), o enriquecimento intelectual (70.º) e as oportunidades de liderança para as mulheres (70.º), Portugal regista piores classificações.
Segundo Carla Rebelo, Diretora Geral da Adecco Portugal, “tal como em anos anteriores, Portugal e os países europeus continuam a figurar no topo da tabela deste índice”. “Este ano, a análise centra-se na diversidade e retenção de talentos nos países que fazem parte da amostra, bem como o entendimento do valor da diversidade. É interessante observar que o nosso país, de facto, tem trabalhado para superar algumas barreiras, sobretudo, ao nível das minorias e imigrantes e o papel que as empresas devem ter para a sua integração, o que resulta na subida de duas posições”, afirma em comunicado.
A Suíça lidera o ranking global do GTCI, seguida da Singapura e dos Estados Unidos da América. Os países europeus continuam a dominar o ranking GTCI, com 15 deles no Top 25. A edição deste ano revela, também, que os países do top 10 apresentam uma característica em comum – o sistema de educação bem desenvolvido, que fornece as competências sociais e de colaboração necessárias para a empregabilidade no atual mercado de trabalho.
O GTCI conclui, ainda, que a diversidade do talento não é explorada como recurso para a inovação. Organizações, cidades e países estão lentamente a aprender a desenvolvê-la, mas, para o efeito, precisam de uma liderança determinada e visionária. Por si só, as forças naturais da sociedade não conduzirão à diversidade e inclusão. Segundo o relatório, as cidades são laboratórios perfeitos para promover a diversidade e originar avanços significativos na inclusão.
O relatório publicado recentemente pelo INSEAD, a Business School for the World, em parceria com o Grupo Adecco e a Tata Communications, traduz-se num benchmarking anual, que oferece uma imagem completa sobre os níveis globais de competitividade no que se refere ao talento, que mensura a forma como países e cidades o aumentam, o atraem e o retêm, proporcionando um recurso único a decisores, facilitando odesenvolvimento de estratégias competitivas.
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