Portugal continua a ganhar destaque no panorama internacional da formação de executivos. Na mais recente edição do ranking do Financial Times para programas de educação executiva, cinco escolas portuguesas figuram entre as melhores do mundo, reforçando o papel do país enquanto referência na capacitação de líderes empresariais.
Nova SBE sobe na formação aberta e consolida liderança
A Nova School of Business & Economics (Nova SBE), da Universidade Nova de Lisboa, reafirma a sua posição de topo entre as instituições nacionais. A escola de Carcavelos subiu 11 lugares nos programas abertos, posicionando-se agora no 30.º lugar a nível mundial. Nos programas customizados, apesar de uma ligeira descida de duas posições, mantém-se entre a elite global, no 15.º lugar.
“Este reconhecimento internacional é um reflexo do compromisso da Nova SBE com a formação de líderes preparados para transformar organizações e sociedades”, afirma Pedro Oliveira, dean da instituição. “Continuamos a desafiar os limites do ensino executivo, combinando ciência, inovação e propósito para criar impacto real.”
Católica melhora na formação aberta
A Católica Lisbon School of Business and Economics, presença assídua no ranking há 18 anos consecutivos, apresenta uma evolução mista em 2025. A escola sobe cinco posições nos programas abertos, alcançando o 37.º lugar. No entanto, nos programas customizados sofre uma queda acentuada de 20 lugares, posicionando-se agora na 50.ª posição.
“Ocupar há quase duas décadas um lugar entre as melhores escolas de negócios do mundo é motivo de grande orgulho”, sublinha Filipe Santos, dean da Católica. “Este reconhecimento reforça a qualidade do nosso corpo docente e a inovação dos nossos programas.”
Iseg desce mas mantém-se no ranking
O Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), da Universidade de Lisboa, mantém presença nos dois rankings, embora com uma performance menos favorável em 2025. Desce 11 posições na formação aberta (68.º lugar) e nove na formação customizada (48.º lugar).
Apesar da descida, João Duque, presidente do ISEG, valoriza a consistência: “Não trabalhamos para rankings, mas este reconhecimento motiva-nos a continuar com ambição, consistência e paixão, sempre ao serviço da nossa missão de desenvolver líderes conscientes.”
Iscte sobe nos programas à medida
O Iscte Executive Education regista uma tendência semelhante à do ISEG: uma ligeira descida na formação aberta (67.º lugar, menos três posições), compensada por uma melhoria na formação customizada, onde sobe para a 44.ª posição.
Para José Crespo de Carvalho, presidente do Iscte Executive Education, “estar no top 50 mundial é um incentivo renovado para continuar a transformar líderes e organizações, com impacto real e alcance global”.
Escolas do porto com evolução positiva em ambos os formatos
A Universidade do Porto – através da colaboração entre a Porto Business School e a Faculdade de Economia – é a única instituição portuguesa a registar subidas nos dois tipos de programas. Na formação aberta, alcança o 43.º lugar (mais uma posição face a 2024). Na formação customizada, destaca-se com uma subida de cinco lugares, posicionando-se agora em 42.º lugar.
Segundo José Esteves, dean da Porto Business School, “estes resultados reforçam o posicionamento internacional da escola como uma referência de excelência na formação executiva, centrada na preparação de líderes para os desafios atuais e futuros.”
Destaque internacional: quem lidera os rankings?
O ranking do Financial Times analisa 85 escolas em programas abertos e 95 em programas customizados, avaliando critérios como a qualidade da formação, a diversidade do corpo docente, a satisfação dos participantes e o impacto organizacional.
Em 2025, a London Business School conquista o primeiro lugar na formação aberta, superando a HEC Paris. Já nos programas customizados, a IMD – International Institute for Management Development ocupa o topo da tabela, ultrapassando a Insead, agora em quinto lugar.
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