De salientar que este estudo é o resultado de entrevistas a empregadores realizadas no início de Janeiro, e como tal não reflete o impacto do surto de coronavírus.
Os resultados do ManpowerGroup Employment Outlook Survey avançavam valores máximos nas projeções para a criação de emprego dos setores da Construção e das Finanças e Serviços
O estudo ManpowerGroup Employment Outlook Survey, da ManpowerGroup, apontava para que o mercado de trabalho em Portugal se mantivesse dinâmico no segundo trimestre do ano. As entrevistas nas empresas foram conduzidas entre os dias 6 e 28 de janeiro, antes da escalada do surto de Covid-19, pelo que o documento não traduz ainda o potencial impacto do vírus nas contratações, a nível nacional e internacional.
Os empregadores portugueses revelavam então intenções de contratação animadoras para o período de abril a junho, com uma projeção para a criação líquida de emprego de +13%, três pontos percentuais acima da declarada para o primeiro trimestre de 2020. Num universo de 628 empresas portuguesas inquiridas, 16% dos empregadores esperavam aumentar a força de trabalho no segundo trimestre de 2020. Apenas 3% dos empregadores previam uma queda, enquanto 79% não anteviam qualquer alteração.
“Apesar de um contexto de desaceleração das economias europeias, uma vez mais, observávamos previsões de contratação bastante otimistas para o próximo trimestre, já que a conjuntura portuguesa apontava ainda para um cenário de crescimento económico. As entrevistas às empresas foram realizadas em janeiro e o impacto do surto do Coronavírus não se vê por isso refletido nestes resultados. Agora o contexto económico e social muda por completo.”, salienta Rui Teixeira, Chief Operations Officer da ManpowerGroup Portugal.
Finanças & Serviços e Construção em valores máximos de criação de emprego
O cenário pré-COVID-19 apontava para um crescimento nas intenções de contratação dos sete setores de atividade analisados, durante o período de abril a junho. O maior ritmo de contratação seria esperado no setor das Finanças & Serviços, com uma projeção de +28%, a mais elevada desde 2016. O setor da Restauração e Hotelaria teria também sólidos ganhos na força de trabalho, com uma projeção de +21%.O setor da Construção, com +18%, apresentaria também o valor mais alto dos últimos quatro anos, e perspetivas de contratação muito favoráveis. O setor da Indústria e o setor do Comércio Grossista e Retalhistas relatariam as intenções mais conservadoras, com projeções de +8% e +13% respetivamente.
Perspetivas de contratação subiam nas três regiões do país
Em termos geográficos, registavam-se também fortes perspetivas de contratação nas três regiões do país analisadas. Os ganhos maiores seriam esperados na região Centro, onde a projeção era de +16% destacando em particular a região da Grande Lisboa, com uma projeção de +17%. Na região Sul esperavam-se igualmente intenções de contratação animadoras, com uma projeção de +15%, e os empregadores do Norte relatavam uma projeção de +11%.
Intenções globais de contratação positivas
A nível global, o estudo revelava que os empregadores de 42 dos 43 países e territórios analisados previam aumentar a força de trabalho no período de abril a junho. A atividade de contratação mais forte estava prevista na Croácia, Grécia, Japão e Taiwan, enquanto os mercados de trabalho mais fracos eram esperados no Panamá, Hong Kong, a Polónia e África do Sul. O estudo trimestral da ManpowerGroup recolhe as intenções de contratação de mais de 58.000 empregadores em 43 países e territórios. Os resultados para cada um dos 43 países analisados, bem como as comparações regionais e globais podem ser consultados em www.manpowergroup.com/meos
A ManpowerGroup está neste momento a fazer o trabalho de campo do próximo MEOS, referente ao 3º trimestre de 2020.