Problemas como a saída silenciosa e o presentismo continuam a afetar a produtividade e a retenção de talentos nas empresas, segundo os resultados do People Engagement Survey 2025, realizado pela Cegoc em parceria com o ISCTE Executive Education.
Embora a satisfação global dos colaboradores tenha apresentado uma recuperação, atingindo 68,7%, problemas como a saída silenciosa e o presentismo continuam a afetar a produtividade e a retenção de talentos nas empresas.
Satisfação em recuperação
Após dois anos de queda, a satisfação dos colaboradores aumentou, especialmente nas médias e grandes empresas. No entanto, a saída silenciosa, um comportamento de “desengajamento” disfarçado de presença, continua a ser uma preocupação crescente.
O estudo destaca a importância de um bom alinhamento entre a cultura organizacional, as políticas de compensação e o bem-estar psicológico para manter o envolvimento e a motivação das equipas.
Os fatores críticos para a Gestão de Talento
Os resultados do estudo identificaram quatro fatores-chave para a gestão de envolvimento e bem-estar:
1. O alinhamento dos colaboradores com a cultura organizacional.
2. A intenção de saída, diretamente relacionada à compensação e ao isolamento social.
3. A saída silenciosa, que afeta principalmente os trabalhadores operacionais, jovens até 25 anos e aqueles com contratos temporários.
4. O presentismo, um fenômeno que compromete a produtividade e a saúde das equipas, especialmente em profissionais com filhos ou contratos a prazo.
Desafios para empresas de todos os tamanhos
Embora as grandes empresas tenham mostrado progresso, as pequenas organizações enfrentam dificuldades adicionais, como a queda na satisfação na área de gestão de pessoas. As políticas de retenção devem ser adaptadas às diferentes fases da carreira, já que a intenção de saída varia conforme a faixa etária e o nível hierárquico.
Os alertas para os RH!
O estudo ressalta que, além do aumento na satisfação, fenómenos como a saída silenciosa e o presentismo devem ser urgentemente abordados. A gestão de talentos precisa de ser adaptada às necessidades de cada fase da carreira, garantindo, assim, a retenção e o compromisso dos colaboradores.
Os desafios de retenção e envolvimento exigem uma abordagem estratégica e integrada. As empresas precisam ir além das políticas de compensação e focar em promover uma cultura de bem-estar, alinhada com os valores organizacionais. A integração de bem-estar psicológico, apoio da liderança e redução do isolamento social são fundamentais para manter as equipas motivadas e produtivas. As organizações devem agir agora para enfrentar os desafios internos e se destacar no futuro do trabalho.
Para mais informações consulte:
https://peopleengagementsurvey.com/
Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI