Os colaboradores que responderam ao estudo Índice da Excelência consideram a remuneração auferida injusta, constituindo o seu principal fator de insatisfação com as organizações.
Depois de conhecidos os resultados do Índice da Excelência, desenvolvido pela Neves de Almeida HR Consulting, em parceria com a Human Resources Portugal, a Executive Digest e o INDEG-ISCTE, surgem, agora, as análises às conclusões obtidas.
De acordo com as respostas dos 30 mil participantes no estudo, o salário auferido é injusto face ao esforço e competências individuais e à realidade global da organização, constituindo-se como o principal fator de insatisfação dos colaboradores.
O caráter injusto e desadequado da remuneração recebida é evidenciado pelas respostas que reuniram uma menor classificação global: “o meu salário está adequado ao meu desempenho real” (49,1%), “atendendo aquilo que outras pessoas na minha organização recebem, a minha remuneração global é justa” (50,3%) e “considerando as minhas competências e o meu esforço, a minha remuneração global é justa” (51%).
Segundo Pedro Rocha e Silva, Partner da Neves de Almeida HR Consulting, “verifica-se um certo descontentamento ou preocupação com a questão da remuneração, particularmente com o modo como esta é pesada face à mais-valia que o colaborador traz à sua organização e como se equipara com a de outros colegas no mesmo contexto”. É em empresas de menor dimensão ou de atividade tecnológica, que “a satisfação, porventura relacionada com um caráter reforçado de dinamismo ou proximidade, se faz sentir mais”, esclarece.
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