Os salários voltaram a subir em Portugal em 2025 e o valor médio mensal já ultrapassa os 1.600 euros. De acordo com dados divulgados esta sexta-feira pelo INE, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador fixou-se em 1.694 euros, o que representa um aumento de 5,6% face a 2024.
“Em 2025, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador aumentou, em relação a 2024, para 1.694 euros (5,6%), a componente regular para 1.365 euros (5,4%) e a componente base para 1.277 euros (5,2%). Em termos reais, na comparação anual, os três tipos de remuneração aumentaram: 3,2%, 3,0% e 2,8%, respetivamente”, segundo o INE.
O crescimento não se refletiu apenas no valor global. A componente regular da remuneração atingiu 1.365 euros e a componente base 1.277 euros, ambas com variações positivas face ao ano anterior. Em termos reais, descontando a inflação medida pelo Índice de Preços no Consumidor, os aumentos foram de 3,2% na remuneração total, 3,0% na componente regular e 2,8% na componente base.
No quarto trimestre de 2025, a remuneração bruta total mensal média por posto de trabalho aumentou 5,1%, para 1.877 euros, em comparação com o mesmo período de 2024. A componente regular e a componente base cresceram 5,1% e 5,4%, situando-se em 1.370 euros e 1.282 euros, respetivamente. Em termos reais, a remuneração total mensal média e a componente regular aumentaram ambas 2,8%, enquanto a componente base registou um crescimento de 3,0%.
Os dados abrangem 4,9 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações, mais 1,9% do que no mesmo período de 2024.
De acordo com o INE, a remuneração bruta total mensal média aumentou em quase todas as dimensões analisadas, incluindo atividade económica, dimensão da empresa, setor institucional, intensidade tecnológica e intensidade de conhecimento. Os maiores aumentos foram observados nas atividades de “Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca” (13,4%), nas empresas com cinco a nove trabalhadores (6,1%), no setor privado (5,3%) e nas empresas de “baixa tecnologia industrial” (5,6%).
Os números revelam uma subida generalizada das remunerações em 2025, com crescimento nominal e real, num universo que já abrange quase cinco milhões de postos de trabalho.
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