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taxa de desemprego manteve-se nos 5,7% em julho, o mesmo valor registado em junho, segundo dados provisórios divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Face ao mesmo período de 2025, o desemprego recuou 0,1 pontos percentuais (p.p.), num mês marcado pelo aumento homólogo do emprego e por uma diferença expressiva entre a situação dos jovens e da população adulta no mercado de trabalho.
Em julho, estavam empregadas 5,347 milhões de pessoas, mais 82,9 mil do que no mesmo mês do ano anterior, o que representa um aumento de 1,6%. Em comparação com junho, a população empregada diminuiu 0,1%, correspondendo a menos 7,1 mil pessoas. Já a população ativa atingiu 5,667 milhões de pessoas, mais 1,4% em termos homólogos, apesar de ter recuado 0,2% face ao mês anterior.
Os dados mostram também que a taxa de desemprego entre os jovens fixou-se nos 20,1%, valor quatro vezes superior à registada entre os adultos (4,6%).
A diferença entre mulheres e homens mantém-se igualmente significativa. Em julho, a taxa de desemprego das mulheres atingiu os 6,4%, enquanto entre os homens se situou nos 4,9%, o valor mais baixo desde fevereiro de 1998.
A população inativa diminuiu 1,3% face a julho de 2025, embora tenha aumentado 0,7% em comparação com junho, totalizando 2,419 milhões de pessoas. A taxa de inatividade recuou para 29,6%, atingindo o valor mais baixo desde fevereiro de 1998. O indicador mede a relação entre a população inativa em idade ativa e o total da população em idade ativa.
Já a taxa de subutilização do trabalho, que permite observar uma dimensão mais ampla do afastamento ou da ligação insuficiente ao mercado de trabalho, foi estimada em 9,5%. O valor representa uma subida de 0,2 p.p. face ao mês anterior, mas uma descida de 0,6 p.p. em comparação com julho de 2025.
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