A taxa de desemprego aumentou em Portugal, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Serviço Público de Emprego Nacional (IEFP) e da Segurança Social. A análise foi realizada pela Randstad, que se focou nos números de maio de 2024.
No mês em questão, o número de empregados estabilizou, pois, segundo o INE, o registo foi de apenas menos 300 empregados, face a abril. Havia 5.016.600 pessoas empregadas, considerando um aumento da população ativa de 8.100 (mais 0,2%). Contudo, a taxa de desemprego aumentou, atingindo os 6,5%.
Analisando por género, 8.500 homens ficaram desempregados em maio, isto é, mais 5,5% do que em abril. Por outro lado, 100 mulheres saíram da situação de desemprego em que se encontravam, portanto, o número de desempregadas diminuiu em 0,1%. Todas as faixas etárias sofreram um aumento de pessoas desempregadas. Dos 25 aos 74 anos, a subida foi de 5.500 pessoas (mais 2,1%). Dos 16 aos 24 anos, foi de 3,6%.
Comparativamente ao mesmo mês em 2023, em 2024 registaram-se mais 64.500 profissionais (1,3%) e um crescimento da população ativa em 77.700 pessoas. O desemprego aumentou em 9.200 no caso das mulheres, 4.000 no caso dos homens, 11.900 no caso dos jovens e 1.400 no caso dos adultos.
O crescimento homólogo
Segundo dados do IEFP, maio foi o 11º mês consecutivo de crescimento homólogo do número de desempregados (mais 24.408). Este aumento é o mais elevado desde abril de 2021 e é justificado por incertezas económicas e mudanças no mercado de trabalho. Os pedidos de emprego diminuíram 2,1% e o número de desempregados registados diminuiu 2,5%. O Algarve foi a região com a queda do desemprego mais acentuada.
Apesar das diminuições mensais no desemprego registado, os aumentos homólogos são cada vez mais acelerados, segundo verificado pela Randstad. A justificação pode residir em questões sazonais e estruturais, associadas a desafios contínuos no mercado de trabalho, em Portugal.
Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal, afirmou: “Os dados de maio demonstram uma tendência que não pode ser ignorada e que diz respeito ao aumento homólogo do desemprego registado pelo 11º mês consecutivo.”
“Os aumentos homólogos do desemprego indicam que, ao longo do ano, o mercado de trabalho não está a absorver novos desempregados de forma eficaz e esta situação reflete uma desconexão entre a oferta e a procura de trabalho.”, continuou.
E concluiu: “Este padrão pode trazer desafios, nomeadamente no que diz respeito à reintegração destes profissionais no mercado de trabalho e à aposta cada vez maior que é preciso fazer em programas de upskilling e reskilling.”