Os portugueses são os europeus que mais valorizam a flexibilidade laboral. De acordo com os dados mais recentes do Relatório Global de Consumo 2025, da agência de comunicação MARCO, 79% dos trabalhadores em Portugal preferem modelos de trabalho híbridos ou totalmente remotos, um aumento de nove pontos percentuais face a 2024 e um valor acima da média global de 70%.
O estudo contou com a participação de 4.500 participantes de sete países: Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, México e Brasil. A análise centra-se na evolução do trabalho híbrido enquanto tendência global, nas preferências dos trabalhadores e no impacto destes modelos na cultura organizacional.

Entre os países europeus analisados, Portugal surge como o que mais valoriza modelos de trabalho flexíveis. Por outro lado, o relatório indica que França e Alemanha continuam a atribuir maior importância ao trabalho presencial, evidenciando diferenças nas dinâmicas laborais e culturais dentro da Europa.
A preferência crescente pela flexibilidade é acompanhada por uma perceção positiva sobre o impacto do trabalho híbrido nas relações profissionais. A nível global, 67% dos inquiridos acredita que este modelo não prejudica a relação com colegas nem o alinhamento com a cultura da empresa. Em Portugal, 74% dos participantes afirma que o regime híbrido não compromete as relações entre colegas nem o envolvimento com a organização.

“O futuro do trabalho pertence às organizações que colocam as pessoas no centro. O talento é cada vez mais atraído por ambientes onde a flexibilidade, o propósito e oportunidades de crescimento caminham lado a lado. Ao investir no desenvolvimento dos seus colaboradores e ao promover relações baseadas na confiança, as empresas não só atraem os melhores profissionais, como também potenciam todo o seu valor”, afirma Carlos García, Diretor de Comunicação Interna da MARCO, em comunicado.
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