A presença de IA Generativa nas empresas quadruplicou, face aos valores obtidos em 2023. A conclusão é do “Harnessing the value of generative AI: Use cases across sectors”, um estudo do Research Institute da Capgemini. O que incentiva a implementação desta tecnologia são, principalmente, o aumento dos investimentos e os benefícios associados à utilização.
Entre maio e junho de 2024, foram inquiridos 1.100 executivos de topo de empresas com receitas anuais superiores a 1.000 milhões de dólares. São residentes na Austrália, no Canadá, em França, na Alemanha, na Índia, em Itália, no Japão, na Holanda, na Noruega, em Singapura, em Espanha, na Suécia, no Reino Unido e nos EUA. Os cargos são de direção ou superiores, em 11 setores de atividade.
O aumento do uso de IA Generativa verificou-se em empresas de todas as áreas e tem impacto nas mais diversas funções e modelos de negócio. Os use cases desta tecnologia cresceram em todas as empresas inquiridas. A integração de IA generativa nas instalações ou funções aumentou 6%, face a 2023.
Segundo o estudo em questão, as primeiras empresas a adotar IA Generativa já estão a ter consequências positivas dessa implementação. Alguns exemplos das mesmas são a melhoria dos rácios de eficiência operacional até à experiência do cliente e o aumento das vendas. Em média, as empresas progrediram ao nível do envolvimento e da satisfação do cliente, as empresas 6,7% no último ano.
Da perspetiva da Capgemini
Pascal Brier, Diretor de Inovação e membro do Comité Executivo da Capgemini, afirmou: “A IA Generativa está a começar a transformar os negócios das empresas, que já estão a testemunhar um crescimento tangível nas suas receitas e na inovação.”
“Este aspeto é também muito relevante, porque indica que as empresas, em vez de se concentrarem apenas na otimização de custos, estão a explorar ativamente novos caminhos para aproveitarem a IA Generativa e para criarem mais-valias mensuráveis.”, continuou.
E acrescentou: “Estamos a entrar numa nova Era da IA Generativa que irá afetar a forma como as empresas operam, à medida que os investimentos aumentam e que passamos a ter um maior número de sistemas de IA mais complexos e autónomos implementados.”
“Para acelerar esta jornada, as empresas precisam agora de implementar bases de dados fiáveis e processos claros que lhes permitam gerir os silos e assegurar a integração dos dados em todas as funções.”, referiu.
Pascal Brier concluiu: “A confiança, a transparência e a responsabilidade continuarão a desempenhar um papel central no início desta nova Era da IA e no contexto da qual é possível que se venham a obter mais-valias muito significativas com o passar do tempo.”
O impacto da IA Generativa nas empresas
74% das empresas garantiram que a IA Generativa contribuiu para a criação de mais receitas e para a inovação. Espera-se que, futuramente, a IA deixe de ser uma ferramenta de suporte, para passar a uma ferramenta independente. Deverá ter uma maior capacidade de execução, que permita a reinvenção das empresas e o aumento dos retornos de investimento na tecnologia.
Os sistemas multiagentes começaram, igualmente, a surgir nas empresas. Estes consistem numa tecnologia de rápida evolução, com maior capacidade de inovação. A confiança das empresas na utilização de agentes de IA em tarefas específicas, como escrever e-mails profissionais ou codificar e analisar dados, aumentou. O estudo revelou, ainda, que os líderes pretendem continuar este desenvolvimento.
O aumento da implementação de IA Generativa no último ano foi uma realidade, também, para os públicos não especialistas. Segundo o estudo em questão, apenas 3% das empresas proibiram o uso de ferramentas públicas de IA no trabalho. Mais de metade das organizações referiram definir regras de utilização para as equipas. As empresas devem ser responsáveis e manter o controlo sob as decisões tomadas pelos sistemas multiagentes. Isto, para que seja garantida a transparência das operações e seja possível evitar riscos futuros nos negócios.