De acordo com a Cegoc, 2024 vai ser um ano encarado pelas empresas como uma atmosfera de expansão. Crescimento do negócio, aumento do número de colaboradores, incremento dos salários e forte aposta na formação são os aspetos mais destacados.
Com a intenção de perceber e antecipar as principais tendências na Gestão de Pessoas, a Cegoc elaborou, em conjunto com a Neves de Almeida, o estudo “2024: O que vai mudar na Gestão de Pessoas“. Para a investigação, foram inquiridas 153 empresas.
O incremento nos salários é uma das fortes tendências observadas em 98% das empresas, com 40% a tencionarem fazê-lo acima do nível da inflação; 41% ao mesmo nível e 18% abaixo da evolução média dos preços.
A prevalência do aumento dos salários superior à inflação é homogénea, com uma variação entre os 34% nas Grandes Empresas e os 47% nas Grandes (+1000).
Além do aumento dos salários, o investimento na formação é uma das linhas fortes da gestão para 2024. 67% das empresas pretendem aumentar a aposta nesta ferramenta de conhecimento, com retalho, turismo e serviços profissionais a apresentarem cifras mesmo muito elevadas, respetivamente, 85%, 86% e 88%.
Neste particular, e entrando nas áreas específicas de formação, os CEO privilegiam as áreas comportamentais e os DRH a liderança.
Crescimento do negócio em 2024
Mais de metade das empresas (73%) prevê que o seu negócio cresça em 2024, enquanto somente 7% estima uma contração da atividade (os restantes 20% consideram que o nível será mantido).
A tendência é registada nos 10 setores abordados pelo estudo, com um intervalo de crescimento que varia entre os 50% (setor público) e os 86% (turismo e também saúde e farmacêutico).
A confiança no progresso do seu negócio é também transversal à dimensão das empresas, segundo as categorias predefinidas pelo estudo: Pequenas (40%); Médias (72%); Grandes (78%) e Grandes com + de 1000 colaboradores (69%).
A convicção de que o contingente de colaboradores será reforçado está em linha com o ambiente positivo que envolve as empresas quando lhes é pedida uma projeção para 2024.
Tal sucede com 59% das inquiridas, enquanto 33% referem que não deverá haver oscilações na envergadura dos seus recursos humanos. Assim, o recuo representa, de novo, uma fatia residual: apenas 8% antecipam a redução dos quadros.
Determinante para esta tendência de robustecimento das equipas é, naturalmente, a aposta no recrutamento. Cerca de metade das empresas (47%) pretende aumentar esse investimento, sendo que, dessas, 67% preparam-se para contratar efetivamente mais este ano.
Já 39% calculam fazer igual investimento nesta área e 14% indicam que irão recrutar menos pessoas do que em 2023. O setor financeiro é aquele em que mais empresas (56%) projetam reforçar os seus quadros. O valor mais alto registado no recuo na contratação não ultrapassa os 23% e ocorre na indústria.
A importância das práticas de ESG
O estudo, que auscultou empresas de 13 setores (das quais a indústria, com 27%, é a mais representativa), pôde constatar também a enorme importância que as práticas ESG (Environmental, Social and Governance) assumem hoje na vida destas organizações.
98% pretendem, já este ano, investir mais nesta vertente transversal a todos os setores da vida das empresas.
Quando colocadas, em termos de aposta, sob o ponto de vista comparativo com as outras áreas de desenvolvimento, estas práticas surgem em 1.º lugar em quase todas as dimensões das empresas (a exceção são as Pequenas), assim como entre os CEO.
Exemplo das políticas de ESG seguidas, a Diversidade e Inclusão (o reforço da sua promoção) é apontada como objetivo por 55% das empresas (86% no turismo, onde esse valor é mais substancial).
Refira-se que todos os vetores de análise em “2024: O Que Vai Mudar na Gestão de Pessoas” estão assentes nesta tripla vertente: generalista, por setor e por dimensão.
O estudo encontra-se disponível a partir deste link.