O 51.º Encontro Nacional da APG, subordinado aos novos rumos na gestão de pessoas, já começou. Acompanhe aqui em direto.
A arte, a ciência e a humanidade juntaram-se no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e estão presentes no 51.º Encontro Nacional da APG, porque hoje “há modelos cada vez mais irreverentes, criativos e inovadores”, começa por dizer Mário Ceitil, presidente da Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas. A escolha do tema do evento, Novos Rumos na Gestão de Pessoas, reporta-se “às experiências que vão existindo nas organizações”.
15 de novembro, 2018 – 9h15
O 51.º Encontro Nacional da APG pretende desafiar as mentes dos participantes a pensarem de outra forma. “Estamos numa nova onda de humanização, que procura fazer prevalecer as qualidades intrínsecas e especificamente humanas que estes desafios da tecnologização acelerada nos colocam. É fundamental para nós, profissionais de recursos humanos, ter esta visão mais abrangente e procurar valorizar a diferença, através de outros territórios”, avança Mário Ceitil.
15 de novembro, 2018 – 9h30
Elsa Carvalho, diretora de recursos humanos da REN e vice-presidente da APG, cita Fernando Pessoa e formula uma analogia entre o verso do autor e o evento. “A arte é o resultado da colaboração entre o sentido e o pensar”. “Vamos ter momentos entre o sentir e o pensar, que nos farão crescer”, afirma.
15 de novembro, 2018 – 9h35
Sobem ao palco Filipe Marques, artista plástico, Elvira Fortunato, vice-reitora da NOVA e diretora do
CENIMAT|i3N da FCT-NOVA, Ricardo Parreira, CEO da PHC Software, Miguel Pina Martins, CEO da Science4you, Ana Silva Martins, jornalista, escritora e life coach, e Nuno Abreu, diretor-executivo da Aon, que irá moderar o debate sobre Arte e Ciência: Paixão e Inovação.
Segundo Elvira Fortunato, os cientistas também são artistas. A investigadora explicou à plateia o que é a nanotecnologia, uma “ciência transversal a todas as outras”. “Para fazer ciência as pessoas e as ideias são fundamentais. Digo sempre aos meus alunos que já fomos bons há 500 anos e continuamos a ser. Não há que esquecer aquilo que fomos e há que pensar grande”, diz a docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova da Lisboa.
Filipe Martins incentivou os participantes a pensarem ao contrário.
15 de novembro, 2018 – 10h00
Miguel Pina Martins, a propósito da startup que criou, considera que é preciso arriscar, porque todos podem ser empreendedores. “Muitas startups vão falir”, alerta.
15 de novembro, 2018 – 10h20
Ricardo Parreira fundou, há 30 anos, a PHC e depois de alguns obstáculos, hoje, a tecnológica emprega 180 pessoas e é umas das melhores empresas para se trabalhar em Portugal. “O vital da startup é a persistência, aprender a gerir o erro e uma doce frustração”, sublinha.
15 de novembro, 2018 – 10h40
“Somos máquinas de sentir que pensam”, refere Ana Silva Martins, citando o neurocientista António Damásio. A jornalista considera que não há uma inteligência não emocional. “Os empreendedores sociais têm uma motivação que lhes permite dedicar dez mil ou 20 mil horas a um projeto”, afirma.
15 de novembro, 2018 – 10h45
Lenine Cunha, atleta paralímpico, Luís Carvalho, treinador de atletas olímpicos, Carlos Jerónimo, sócio-fundador da Winning, scientific management e federado de natação, Pedro Ramos, diretor de recursos humanos da TAP Air Portugal, Ismael Teixeira, sacerdote e atleta de triatlo longo, e Diogo Alcarcão, CEO da Mercer Portugal e moderador do debate, vão falar de Desporto: Treino e Persistência.
15 de novembro, 2018 – 11h00
Luís Carvalho apaixonou-se pelo badminton e como auto-didática, assim se descreve, procurou saber mais sobre a modalidade. Iniciou o seu percurso como treinador, depois de perguntar a um jogador se pretendia competir nos jogos olímpicos. “Tivemos uma boa ideia, mas não tínhamos suporte financeiro”, refere. Por isso, com teimosia e com vontade de correr atrás do sonho, Luís Carvalho treinou Fernando Silva e Telma Santos, anos depois, para as competições olímpicas.
“Ser atleta olímpico é passar o limite. Saio enriquecido por causa dos atletas, que me obrigaram a ser melhor como treinador. Fizeram-me progredir como técnico, treinador e pessoa. As pessoas empreendedoras têm de ser muito teimosas e correr atrás do sonho. É preciso um foco muito grande naquilo que queremos. Como professor tento estimular as qualidades dos meus alunos”, explica Luís Carvalho.
15 de novembro, 2018 – 11h15
Lenine Cunha é o atleta paralímpico mais medalhado do mundo e conta, agora, a sua história à plateia. Foi no desporto que encontrou o que procurava – integração e igualdade. A meningite que contraiu em criança não o impossibilitou de conquistar as 197 medalhas que já arrecadou. Com foco, dedicação e força, diz que “nada é impossível”. “Tive um obstáculo, consegui ultrapassá-lo e chegar longe”, realça. É esta a mensagem que transmite sempre que é convidado a partilhar o seu percurso.
15 de novembro, 2018 – 11h30
Carlos Jerónimo destaca a importância da gestão do tempo quer no desporto, quer na gestão de empresas. Em ambas as esferas, é preciso, segundo o ex-atleta federado de natação, dizer não.
15 de novembro, 2018 – 11h40
O padre que faz triatlo longo está, agora, a partilhar a sua experiência. Ismael Teixeira tinha excesso de peso e, há quatro anos, não sabia nadar. Hoje nada 3,8 km, corre 42 km e pedala 180 km.
15 de novembro, 2018 – 11h50
“Nas empresas devíamos utilizar mais estas lições inspiradoras do mundo do desporto”, realça Pedro Ramos, para quem é fundamental gostar realmente de pessoas para fazer a sua gestão.
15 de novembro, 2018 – 11h55
Pausa no evento.
15 de novembro, 2018 – 12h20
Retomam os trabalhos.
15 de novembro, 2018 – 12h25
Sobem ao palco David Jesus, chef de cozinha, Maria Antónia Cadilhe, head of talent & learning da Sonae MC, André Alves, head of talent management da Nos, Teresa Relvas, senior HR manager corporate center da Galp, Rui Luz, managing partner da Pur’ple e moderador do debate, para falarem sobre Culinária: Agilidade e Diferenciação.
15 de novembro, 2018 – 12h30
Como descrevem os profissionais a sua relação com a comida? Maria Antónia Cadilhe diz ter uma relação emocional, André Alves afirma que tem uma relação de outsourcing com a comida, Teresa Relvas diz que a cozinha é um prato principal dentro e fora de casa e Rui Luz diz que gosta muito de cozinhar.
15 de novembro, 2018 – 12h55
David Jesus estava “gordinho”, foi para os escuteiros, não gostava muito de estudar e foi para a Escola de Hotelaria, sem saber fazer “grandes pratos”. Estagiou num restaurante com estrelas Michelin. Foi exigente e saiu porque estava insatisfeito. Viajou para a Antártida e também para a Polinésia. Recebia convites que não correspondiam às suas expectativas. Queria desafios e continuar a aprender.
Começou a gerir equipas com 24 anos e continuou a sua procura do conhecimento. Motiva-o gerir equipas desmotivadas e considera que é preferível pagar mais para ter pessoas mais preparadas, motivadas e ambiciosas. Agora gere uma equipa e, para o chef, para gerir é importante saber fazer.
15 de novembro, 2018 – 13h00
“A formação foi evoluindo e a gastronomia precisa de inovação, como o setor das telecomunicações”, afirma André Alves.
“A nossa capacidade enquanto organização para inovar e criar passa pelo apetite ao risco”, refere Teresa Relvas, acrescentando que “tem sido muito interessante assistir à disseminação da cultura de criatividade” na Galp.
“Hoje contactamos com pessoas que querem e valorizam coisas diferentes”, alerta Maria Antónia Cadilhe. “Independentemente da idade, há muita coisa que nos distingue e que nos aproxima nos segmentos etários”, afirma. Respeitar a singularidade em empresas grandes não é fácil, de acordo com a responsável, mas é necessário aceitar. “As pessoas assumem que querem outras coisas e verbalizam que querem que as empresas se preocupem com elas”, destaca.
15 de novembro, 2018 – 13h25
Pausa para almoço.
15 de novembro, 2018 – 14h40
Retomam os trabalhos.
15 de novembro, 2018 – 14h45
Para falarem sobre Humanidade: Solidariedade e Inclusão estão em palco Salvador de Almeida, fundador e presidente da Associação Salvador, Paulo Camacho, consultor e jornalista, Carla Calado, representante da Comissão Executiva da Carta Portuguesa para a Diversidade, Fernando Magalhães, diretor do externato Frei Luís de Sousa, Sandra Brito Pereira, head of knowledge do Jerónimo Martins, e a moderadora Ana Marta Vasa, head of retirement solutions da Willis Towers Watson.
15 de novembro, 2018 – 15h45
Os participantes são, agora, surpreendidos com a realização de uma experiência imersiva que mais não é que uma metáfora das organizações. A sala Sofia de Mello Breyner, do Centro Cultural de Belém, transforma-se num escape room. A luz diminui de intensidade e a porta é trancada a cadeado. Só o desvendar do enigma a abrirá. A audiência ultrapassa, em equipa, o desafio, mas nem todos os participantes, os que, na corrente de mãos dadas, se encontram mais distantes da ação, percebem o que se está a passar. “Também assim é nas organizações”, diz o responsável pela dinamização da atividade.
15 de novembro, 2018 – 16h30
Rui Caetano, pianista, Pedro Felgar, baterista, Francisco Brito, contrabaixista, César Cardoso, saxofonista, do grupo JazzitUp, e Ricardo Martins, managing partner da CEGOC, e Miguel Faro Viana, responsável da gestão do conhecimento da Academia Infraestruturas de Portugal, falaram sobre Música: Sintonia e Objetivos Comuns.
“Todos nós temos o nosso propósito”, começa por dizer Rui Caetano referindo-se a cada elemento do grupo e fazendo uma analogia com o mundo organizacional. O pianista defenda a “cultura do acreditar” na banda e nas empresas. “As pessoas vão sentir-se mais confiantes”, afirma.
São chamados ao palco alguns participantes para tocarem os instrumentos. “Qualquer pessoa consegue comunicar através da música, porque é uma linguagem universal”, realça Rui Caetano.
Pedro Felgar destaca a importância de pensar em equipa e ter em conta o que está a acontecer à volta, respeitando o tempo de cada elemento. “O líder tem um papel fundamental ao não permitir que os músicos se sobreponham aos outros”, refere.
15 de novembro, 2018 – 17h30
O 51.º Encontro Nacional da APG está a terminar. Leyla Nascimento, presidente da WFPMA – World Federation of People Management Associations, destaca a mensagem subjacente ao evento. “Os recursos humanos devem voltar ao simples pela arte, ciências e humanidade e têm uma grande responsabilidade: levar a representação dos recursos humanos ao mundo”, afirma. “Vamos em frente que temos muito a fazer pela nossa área”, finaliza.
Paulo Sardinha, presidente eleito da ABRH Brasil, convidou os participantes a marcarem presença no congresso que a Associação Brasileira de Recursos Humanos organizará em setembro de 2020.
15 de novembro, 2018 – 17h45
São, agora, distinguidos os sócios com 25 anos de APG.
15 de novembro, 2018 – 17h55
Mário Ceitil e Elsa Carvalho encerram o 51.º Encontro Nacional da APG.
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