A IA tem sido cada vez mais utilizada nas empresas, devido às inúmeras vantagens que a ela estão associadas, tais como o aumento da produtividade. Contudo, a OIT (Organização Internacional do Trabalho), conforme apurado pelo Jornal Eco, alertou para a maior desigualdade entre os profissionais. Estes não têm sido beneficiados de forma equitativa, o que torna essencial a existência de “políticas fortes”.
Segundo o Jornal Eco, o objetivo de rever as políticas referentes à IA é tornar equitativo o acesso pelos diversos profissionais dos vários setores de atividade. A mesma fonte divulgou que o “World Employment and Social Outlook” concluiu que os rendimentos totais dos países que chegam aos profissionais, provenientes do seu trabalho, não têm aumentado.
Entre 2019 e 2020, segundo o Jornal Eco, este indicador chegou mesmo a apresentar um recuo de 0,6 p.p. Desde esse ano, os números que refletem a desigualdade têm sido estáveis. Este recuo é impactante, visto que, segundo apurado pela mesma fonte, o indicador revela que, se os rendimentos obtidos do trabalho fossem iguais à realidade de 2004, os profissionais receberiam mais 2,4 biliões de dólares.
Da perspetiva da OIT
A OIT partilhou com o Jornal Eco: “Entre outros fatores, os estudos identificam a tecnologia como um fator chave para este declínio da fatia de rendimentos do trabalho“.
O desenvolvimento da tecnologia tem sido bastante rápido e evidente, principalmente nos últimos 20 anos. É igualmente notório o impacto positivo nos resultados empresariais, mas os benefícios não têm sido para todos.
Segundo o Jornal Eco, a OIT alertou que a falta de “políticas fortes numa larga variedade de domínios” levará ao agravamento da desigualdade. A organização salientou, ainda, que este agravamento poderá ter impacto nos rendimentos.
O incentivo à mudança
A OIT partilhou, ainda, com o Jornal Eco a ideia de que o impacto da IA na desigualdade não é inevitável, sendo, por isso, importante “assegurar que os ganhos da IA são distribuídos de forma abrangente.”
“A inovação tecnológica pode ser influenciada e moldada por políticas que mitiguem os potenciais impactos adversos na desigualdade, para garantir que os benefícios do progresso são distribuídos de forma alargada“, seguiu.
As políticas em causa não foram detalhadas pela organização, contudo, foi deixada uma última declaração ao Jornal Eco: “O baixo ritmo de progressos mostra que é preciso aumentar os esforços para disponibilizar oportunidades de trabalho decentes e melhorar o acesso à educação“.