Autora: Patrícia Lima , Head of Human Resources Rumos Training
OHappiness Works 2024 distinguiu a Rumos Training, colocando-o entre o top 20 em Portugal em matéria de felicidade no trabalho.
Partindo dos pontos fortes que levaram a esta classificação, conheça a visão que a própria Rumos tem do seu papel de empregador.
A capacidade que a Rumos Training tem em promover relações de trabalho positivas – com ênfase na coesão da equipa e na estratégia de comunicação transparente –, o reconhecimento que faz do trabalho de cada colaborador e o seu compromisso com a segurança e o bem-estar interno são, em grande medida, os fatores que levaram o Happiness Works 2024 a considerá-la como uma das “20 organizações mais felizes em Portugal”, não sendo excessivo fazer equivaler esta categoria à de melhores empresas para trabalhar.
O Grupo Rumos, recorde-se, é um grupo de referência na área da formação que detém três marcas (Flag, Rumos e Galileu) e emprega mais de 100 pessoas.
Para a Head of Human Resources da Rumos Training, Patrícia Lima, esta distinção entronca nos princípios, valores e práticas da subholding: “Acreditamos que podemos ser um elevador social na vida das pessoas e das organizações e, ao mesmo tempo, contribuir para a sua felicidade. Este propósito aplica-se não só aos nossos clientes, como também a todas as pessoas que colaboram connosco.”
A cultura organizacional da empresa assenta em pilares que visam a promoção de um ambiente de trabalho seguro, agradável e inclusivo. “Às lideranças é pedida uma comunicação clara e transparente dos objetivos da organização e que promovam e apoiem o desenvolvimento pessoal e profissional dos membros das suas equipas, bem como a respeitar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal de cada um”, detalha a Head of Human Resources.
A empresa privilegia uma cultura de feedback contínuo e construtivo e a realização regular de inquéritos de satisfação para identificar áreas de melhoria e adaptar as práticas de acordo com os resultados obtidos.
Os inquéritos são complementados por análises comparativas com benchmarks do setor e com outras empresas de dimensão similar, o que permite posicionar a organização no mercado de trabalho.
Os dados são segmentados por género, geração, antiguidade e função, oferecendo uma visão granular que permite identificar áreas específicas que necessitam de melhoria.
Formação, progressão de carreira e flexibilidade
Os colaboradores da Rumos Training, a partir da avaliação de desempenho, têm acesso a um plano de formação que pode ser ajustado mediante o feedback recebido por parte do próprio e do coordenador.
O plano de formação integra as competências indispensáveis à função do colaborador. “Para além do plano de formação individual de cada colaborador, disponibilizamos também ao longo do ano diversos momentos formativos de curta duração (1 hora), de caráter facultativo, nos formatos de webinar, masterclass ou talk, que podem incluir temas como saúde mental, gestão financeira, bem-estar, life-work balance, diversidade e inclusão, entre outros”, explica Patrícia Lima.
As oportunidades de recrutamento são divulgadas a toda a equipa com o intuito de promover a mobilidade interna. “Em média, temos mais de 5% de mobilidade por ano e a nossa equipa de coordenadores representa 20% do total de colaboradores, quase todos foram formados dentro de casa, evoluindo hierarquicamente na organização”, conclui a Head of Human Resources.
As políticas de trabalho flexíveis constituem também um pilar importante da estratégia da empresa.
Patrícia Lima refere que a abordagem ao trabalho híbrido foi: “Cuidadosamente estruturada para equilibrar a flexibilidade e a colaboração.”
Cabe a cada coordenador de equipa decidir o formato de trabalho híbrido que melhor se adapta às necessidades da sua equipa.
Esta flexibilidade permite ajustar o número de dias de trabalho presencial e remoto de acordo com as dinâmicas específicas de cada grupo.
Resultados e impacto da política de bem-estar
As excelentes avaliações em estudos externos, em aspetos como Hybrid Talent Ecosystem (95%) Skills Revolution & Learnability (95%) Talent Experience (92%) indicam que a estratégia na gestão da felicidade interna tem sido acertada.
Patrícia Lima sublinha que a política de bem-estar tem tido um impacto direto positivo nos resultados globais e na gestão de pessoas:
“A adoção de políticas de bem-estar também resultou numa maior capacidade de atração de talentos, o que é evidenciado pelo índice de Talent Magnet de 93%.
Em termos de Gestão de Pessoas, esta política permitiu não só uma maior retenção de talentos, mas também uma melhoria na saúde mental e na satisfação dos colaboradores, o que, por sua vez, se traduz em melhores resultados operacionais e um ambiente de trabalho mais harmonioso.”
Artigo publicado na edição 154 da RHmagazine, referente aos meses de setembro e outubro de 2024
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