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situação internacional e o contexto político continuam a ser as maiores preocupações dos gestores portugueses, de acordo com o barómetro do Fórum de Administradores e Gestores de Empresas (FAE), relativo a setembro deste ano, citado pela Lusa.
A situação internacional recuou pelo terceiro mês consecutivo – de 37,8% em agosto para 31,5% -, reflexo de uma “persistente instabilidade externa e do seu impacto na economia nacional”. Já as preocupações com a política seguiram a mesma tendência, caindo de 25,2% para 18%.
Entre as restantes prioridades, destacam-se a atração e retenção de talento, que aumentaram de 9% para 15,7%, e a digitalização e disrupção tecnológica, que subiram de 5,4% para 9%. A legislação e regulação mantiveram-se estáveis em 9%, enquanto concorrência e modelo de negócio avançaram de 1,8% para 4,5%.
Por outro lado, os temas impostos e tributação recuaram ligeiramente (de 8% para 7,9%), e taxas de juro, inflação, corrupção e cadeias logísticas e de abastecimento permaneceram em 1%, “refletindo uma perceção de risco reduzido e constante”, indica o documento.
O índice de otimismo dos gestores também voltou a cair, depois da ligeira recuperação registada em agosto, passando de 2,84 para 2,3 pontos. “O indicador permanece em território negativo desde 2022, espelhando a contínua apreensão face ao enquadramento económico global e às suas repercussões no contexto nacional.”
Lançado em setembro de 2021, o Barómetro Mensal de Gestores do FAE baseia-se num inquérito aos seus associados sobre as principais preocupações para os próximos 12 meses, bem como sobre o nível de otimismo e pessimismo no setor. Habitualmente, recolhe entre 170 e 210 respostas por edição.