“Como transformar o processamento salarial numa alavanca estratégica para atrair e reter talento” foi o propósito do Webinar promovido esta quinta-feira, 3 de julho, pela RHMagazine, que contou com o apoio da ADP.
A moderar a sessão esteve Jorge Bento, District Manager da ADP. Os oradores convidados foram: Cátia Simões Pinto, HR Business Partner For Payrool & Laboral Relations – Manager Payroll da Vinci; Sandra Vieira, Payroll Partner da Desfo Holding; e Bárbara Marques, Payroll Manager da Cognizant.
A abrir o debate, Jorge Bento sublinhou o papel da ADP na disponibilização de soluções que permitam libertar as equipas de Recursos Humanos para se focarem em tarefas mais estratégicas, como a gestão de talento. “O que nós fazemos é disponibilizar serviços e soluções para o payroll, que vão permitir que os nossos clientes possam ter mais tempo. (…) A verdade é que esta acaba por ser uma tarefa demasiado administrativa, que consome muito tempo e que acaba por não ter um impacto estratégico no desenvolvimento das empresas.”
Além disso, realçou que um bom processamento salarial contribui para a estabilidade interna. “Ao procurar garantir que o processamento salarial é feito de uma forma exata, sem erros e sempre a tempo, a ADP vai também ajudar a criar um ambiente laboral mais tranquilo entre os colaboradores e isso acaba por ter impacto não só na retenção do talento, mas também na reputação da própria empresa, o que ajuda na atração” de novos talentos.
No caso da Cognizant, Bárbara Marques começou por partilhar os desafios de gerir uma operação com diretrizes internacionais. “Todas as diretrizes chegam dos Estados Unidos, o que faz faz com que os processos sejam mais rígidos”, explicou, acrescentando que o payroll funciona como um departamento autónomo dentro da área financeira. Apesar dessa autonomia, “trabalhamos em grande parceria e proximidade com o departamento de Recursos Humanos, porque a informação que provém deles é fulcral para o processamento salarial”.
Fez também saber que a empresa recorre a um prestador de payroll externo, o que condiciona os prazos e limita a flexibilidade. “Temos um único processamento por mês. Portanto, correções têm de ser feitas no próximo mês”, num universo de cerca de 1300/1400 colaboradores. “É desafiante também em termos daquilo que é o turnover mensal e, como tal, é um processamento salarial com muitas variáveis.”
Sobre o impacto estratégico do payroll, a Payroll Manager da Cognizant constatou: “Se nós não ouvirmos falar do payrool é porque, à partida, está a correr bem, e do ponto de vista estratégico, estaremos a cumprir aquilo que nos é proposto”.
Comunicação transparente e proativa é estratégica
Quanto à multiculturalidade da equipa, sublinhou a importância da comunicação. “Temos algumas sessões de onboarding, onde explicamos como ler o recibo e como é que o processamento salarial é feito em Portugal”, disse, defendendo uma “comunicação proativa e o mais objetiva possível”. “É muito importante que os colaboradores se sintam parte da empresa e ouvidos. Isto leva à satisfação.” Além disso, “acaba por transmitir uma boa imagem da empresa internamente e externamente”, afirmou, alertando para a importância da retenção de talento “numa altura em que o turnover continua elevado”.
Do lado da Desfo, que conta com cerca de mil colaboradores, Sandra Vieira referiu que o processo de processamento salarial está “muito bem definido e implementado”. Ainda assim, reconheceu obstáculos como “a falta de picagem dos colaboradores e de validação de ausências por parte das chefias”. Tudo isto obriga a uma “ação mais educativa junto das chefias”, uma vez que “falar de salários é sempre um tema muito sensível”.
A Payroll Partner recordou a importância do cumprimento legal, sobretudo numa empresa com presença em Portugal e Moçambique. “Temos de estar sempre conscientes das leis que estão em vigor para todos os meses e ao longo do ano termos as melhores práticas possíveis para que, portanto, não se faça nada que não se deva.”
Na área da logística, os desafios são acrescidos. Conforme explicou, “os colegas estão muito preocupados com a questão operacional e, muitas vezes, o lado mais administrativo ou burocrático acaba por ser uma gestão mais complicada”. Por outro lado, também existe alguma rotatividade, o que faz com que a prioridade seja a formação das equipas.
Sobre a realidade da empresa em Moçambique, “estamos nesta fase de educar as pessoas para que se sintam comprometidas, nomeadamente nesta questão de fazerem os registos, para que no final do mês o processamento seja feito da melhor forma”, assinalou
A responsável reforçou ainda a importância da transparência ao longo de todo o ciclo de vida do colaborador na organização. Isto é, “deve existir este cuidado e uma comunicação muito proativa. Em muitas situações, devemos prever os acontecimentos, nomeadamente esta questão das alterações das tabelas de IRS”. Nesse sentido, uma das medidas implementadas pela Desfo Holding são sessões de esclarecimento.
Já na Vinci, Cátia Simões Pinto afirmou que o processamento salarial é feito internamente. “O maior desafio tem sido promover o avanço da tecnologia e que cumpram efetivamente os prazos”, confessou, realçando que os prazos rigorosos obrigam a uma boa articulação interna. “Essa é a nossa batalha e, no fundo, fundo sensibilizar os gestores e os responsáveis das equipas para que a informação chegue atempadamente e para que a possamos validar, porque ainda o fazemos de forma manual.”
“Trabalhamos muito na comunicação para que possamos esclarecer as dúvidas dos colaboradores e para criar mais proximidade”, concluiu a HR Business Partner For Payrool & Laboral Relations – Manager Payroll da Vinci.
Assista ao Webinar em: https://www.youtube.com/watch?v=gWU1eBu0JPE
O próximo Webinar – “Powerskills em Ação: Casos Reais e Ferramentas que Fazem a Diferença” – realiza-se já no próximo dia 10 de julho. Inscreva-se aqui!
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