As férias de verão continuam a ser um momento de reflexão para muitos profissionais. Uma sondagem da Hays revela que 61% dos inquiridos reconsideram a sua situação profissional nesta altura do ano e ponderam mudar de emprego, sendo o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional o principal fator que motiva essa intenção.
De acordo com a Hays, 61% dos participantes afirmam que o período de verão os levou a reconsiderar a sua situação profissional e a ponderar uma mudança de emprego. Por outro lado, 20% referem que o verão não alterou a sua perspetiva, 11% consideram que ainda é cedo para tirar conclusões e apenas 6% dizem ter refletido sobre o tema, mas pretendem permanecer na organização onde trabalham atualmente. A falta de perspetivas de progressão, a sensação de estagnação, a ausência de reconhecimento, uma carga de trabalho excessiva ou a perda de flexibilidade surgem entre os fatores que levam muitos profissionais a explorar novas oportunidades.
“O verão não é, por si só, o motivo que leva alguém a mudar de emprego. No entanto, oferece o tempo e o distanciamento necessários para que muitas inquietações se tornem mais evidentes. Em muitos casos, funciona como um catalisador de reflexões que já existiam e que, após as férias, acabam por se traduzir na decisão de procurar um novo desafio profissional”, afirma Sandrine Veríssimo, Regional Director da Hays Portugal, em comunicado.
O que pesa mais na decisão de mudar de emprego?
Embora a remuneração continue a ser um fator relevante, os profissionais valorizam cada vez mais aspetos relacionados com o bem-estar, a qualidade de vida e a progressão na carreira. Questionados sobre o principal motivo para ponderarem uma mudança de emprego após o verão, 57% apontam o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Seguem-se as oportunidades de progressão na carreira, referidas por 22% dos inquiridos, a qualidade da liderança e da gestão (11%) e um melhor ambiente de trabalho (8%).
“Hoje, os profissionais procuram muito mais do que uma remuneração competitiva. Querem sentir que evoluem, que são ouvidos e que existe um caminho claro para o seu crescimento dentro da organização. As empresas que conseguem transformar essa escuta em ações concretas estarão mais bem preparadas para atrair e fidelizar talento num mercado cada vez mais competitivo”, acrescenta Sandrine Veríssimo.
A consultora considera que é frequentemente no regresso das férias que este processo de reflexão ganha maior expressão. A desmotivação persistente, a perda de entusiasmo por projetos anteriormente estimulantes ou uma maior atenção às oportunidades existentes no mercado podem constituir alguns dos primeiros sinais de que um profissional está a ponderar uma mudança. Em muitos casos, esta reflexão traduz-se rapidamente em ações concretas, como a atualização do currículo ou do perfil no LinkedIn, o reforço da rede de contactos, a consulta de ofertas de emprego ou o acompanhamento da evolução salarial do mercado.
A tendência é reforçada pelos dados da Guia Hays 2026, segundo a qual 67% dos profissionais em Portugal pretendem mudar de emprego durante este ano, evidenciando que a mobilidade profissional continua a marcar o mercado de trabalho nacional.
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