O Grupo Nabeiro e Rui Miguel Nabeiro mantêm, pelo sexto ano consecutivo, a liderança dos rankings de reputação empresarial e de líderes em Portugal. Mas a edição de 2026 do Merco traz mudanças nas posições seguintes: o Mercadona sobe ao 3.º lugar entre as empresas, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a CUF entram no top 10 e há alterações entre os gestores mais bem classificados. Na avaliação das equipas de comunicação pelos jornalistas, a EDP assume a 1.ª posição.
Entre as empresas, a Sonae conserva o 2.º lugar, enquanto o Mercadona sobe quatro posições e chega ao 3.º, ocupado pela Ikea em 2025. A CGD protagoniza outra das mudanças, ao passar da 11.ª para a 4.ª posição, enquanto a EDP mantém o 5.º lugar.
A CUF é a segunda nova entrada no grupo das 10 empresas com melhor reputação, depois de subir 13 posições até ao 8.º lugar. Em sentido contrário, a Ikea desce para 12.º e o Lidl para 16.º, deixando ambos o top 10. A distribuição generalista mantém uma presença expressiva entre as empresas mais bem classificadas, com três representantes – Mercadona, Jerónimo Martins e Continente -, enquanto o setor energético conta com a EDP e a Galp.

Há empresas a subir mais de 30 lugares no ranking
As mudanças estendem-se ao conjunto das 100 empresas avaliadas. A edição deste ano regista 14 novas entradas e 16 subidas superiores a 10 posições. Entre as progressões mais expressivas estão a da L’Oréal, que avança 38 lugares até à 19.ª posição, e a da Endesa, que sobe 32 lugares para 41.º. A Vista Alegre destaca-se entre as estreantes, com uma entrada direta para o 36.º lugar.
A análise setorial revela que, em oito áreas de atividade, a empresa mais bem classificada em 2026 não é a mesma que liderava no ano anterior. No setor automóvel, o Grupo Salvador Caetano ultrapassa a BMW. Na distribuição especializada, a Fnac passa à frente da Worten, enquanto o Mercadona supera a Jerónimo Martins na distribuição generalista.
Também há mudanças na drogaria e perfumaria, onde a L’Oréal ultrapassa a Renova, e na eletrónica de consumo, que passa a ser liderada pela Samsung. Na indústria, a The Navigator Company supera a Corticeira Amorim. Nos materiais de construção, as Tintas CIN entram no ranking e ultrapassam a Cimpor. Já nas telecomunicações, a MEO passa à frente da Vodafone.
Nos restantes setores, a liderança distribui-se por empresas de diferentes áreas da economia. A Vieira de Almeida Advogados ocupa o 1.º lugar na advocacia, o Grupo Nabeiro na alimentação e a Deloitte na auditoria e consultoria. A CGD lidera na banca, o Super Bock Group nas bebidas e a Solinca no desporto e lazer.
Na distribuição e equipamento para o lar, a 1.ª posição pertence à Ikea, enquanto a Adidas lidera na distribuição de moda. A EDP ocupa o 1.º lugar em energia e utilities, a Bial no setor farmacêutico e a Sociedade Ponto Verde na gestão, valorização e tratamento de resíduos.
A Sonae lidera entre as holdings empresariais, o Pestana Hotel Group na hotelaria e turismo, a Microsoft na informática e software e a Mota-Engil nas infraestruturas e construção.
Entre os restantes líderes setoriais estão o Essilor Group, nos materiais médicos; a RTP, nos meios de comunicação; a CUF, na saúde; a Ageas, nos seguros; a Google, nos serviços de internet; e a Universidade Nova, na formação. A Mastercard ocupa a 1.ª posição nos serviços financeiros, a Siemens no setor tecnológico e industrial, os CTT no transporte de mercadorias e logística e a TAP no transporte de passageiros.
EDP ultrapassa Vodafone na avaliação dos jornalistas
A avaliação das equipas de comunicação apresenta igualmente alterações significativas. A EDP entra diretamente para o 1.º lugar do ranking elaborado a partir das opiniões dos jornalistas, afastando a Vodafone da liderança. A operadora de telecomunicações, que ocupava a 1.ª posição em 2025, desce para o 5.º lugar.
A Sonae sobe duas posições e passa a ocupar o 2.º lugar, enquanto o Grupo Nabeiro entra diretamente para a 3.ª posição. A CGD surge em 4.º.
As alterações deixam de fora a NOS e o Super Bock Group, que ocupavam, respetivamente, o 2.º e o 3.º lugares na edição anterior. O Continente também deixa de integrar esta classificação.
Rui Miguel Nabeiro, da Delta Cafés, conserva a 1.ª posição do Merco Líderes Portugal 2026, mas há uma troca de lugares imediatamente a seguir. Paulo Macedo, presidente da Comissão Executiva da CGD, sobe à 2.ª posição, ultrapassando Cláudia Azevedo, presidente executiva da Sonae, que passa para 3.º. Pedro Soares dos Santos, da Jerónimo Martins, avança para o 4.º lugar, enquanto Miguel Stilwell d’Andrade, da EDP, sobe para 5.º.
Entre as 10 personalidades mais bem classificadas há duas novas entradas. Paulo Pereira da Silva, da Renova, protagoniza uma subida de 18 posições e chega ao 9.º lugar. António Portela, da Bial, passa da 18.ª para a 10.ª posição. Já Paulo Azevedo, da Sonae, desce para 12.º, e Francisco Pedro Balsemão, da Impresa, passa para 14.º, deixando ambos o grupo dos 10 primeiros.

Líder da Parfois protagoniza a maior subida
A análise alargada aos 100 líderes mais bem classificados revela 16 novas entradas e 18 subidas superiores a 10 posições. A subida mais expressiva pertence a Manuela Medeiros, da Parfois, que avança 47 lugares até à 36.ª posição. João Vieira de Almeida, da Vieira de Almeida Advogados, regista também uma escalada significativa, de 36 posições, alcançando o 42.º lugar.
A 7.ª edição do Merco Empresas Portugal resulta de 4704 pesquisas e da utilização de 18 fontes de informação. Os inquéritos decorreram entre junho e outubro de 2026 e envolveram diferentes grupos de participantes, desde dirigentes empresariais e analistas financeiros até representantes de organizações da sociedade civil, estudantes e cidadãos.
Entre os participantes estiveram 379 diretores de grandes empresas, 22 analistas financeiros, 30 jornalistas das áreas de economia e sociedade, 33 professores universitários da área empresarial, 33 responsáveis de organizações não governamentais, 32 representantes sindicais, 20 representantes de associações de consumidores, 25 membros da administração pública e 27 gestores de redes sociais.
A avaliação incluiu ainda 1074 estudantes universitários, através do Merco Talento Universitário, e 3000 cidadãos, no âmbito do Merco Sociedade. A estas avaliações juntou-se uma análise da presença digital das empresas, realizada em colaboração com a Nethodology, que examinou 415 198 menções. Foi igualmente efetuado um exercício de benchmarking com base em 29 indicadores objetivos das empresas.
O Merco Líderes Portugal 2026, também na 7.ª edição, contou com a participação de 379 diretores de grandes empresas, 22 analistas financeiros, 30 jornalistas de informação económica, 33 professores universitários da área empresarial e 36 especialistas em comunicação. Neste caso, a análise digital, igualmente desenvolvida com a Nethodology, abrangeu 63 738 menções aos líderes empresariais. A metodologia incluiu também a comparação de 29 indicadores objetivos das empresas.
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