Num país onde o subsídio de alimentação continua a ser um dos benefícios mais valorizados no mercado de trabalho, a Coverflex decidiu mexer numa peça central da compensação em Portugal. A empresa anunciou a eliminação definitiva de todos os custos associados ao seu cartão refeição digital, passando as empresas a suportar apenas o valor que atribuem aos colaboradores, sem taxas de subscrição, comissões ou encargos de gestão.
Com mais de 200 mil utilizadores em Portugal, a empresa portuguesa assume que cada euro atribuído em subsídio de alimentação deve chegar integralmente ao colaborador. A decisão ganha especial relevo num país onde este benefício não é apenas um complemento salarial, mas um dos pilares das políticas de compensação, com impacto direto no consumo e na economia.
Para Inês Odila, Country Manager Portugal da Coverflex, a decisão responde a uma realidade cada vez mais evidente no dia a dia das organizações. “As famílias estão a sentir cada vez mais a pressão financeira no seu dia a dia e isso reflete-se numa maior necessidade de rendimento. Sabemos que responder a essas expetativas pode ser desafiante para as empresas e é por isso que vemos o subsídio de alimentação como uma forma eficaz de apoiar as pessoas. Ao eliminarmos os custos de subscrição e as taxas, estamos também a aliviar as empresas”, afirma em comunicado, sublinhando que este é “um benefício muito valorizado e com impacto real na carteira de todos”. “Por isso, decidimos torná-lo permanente.”
Esse impacto é quantificável. De acordo com um estudo da Nova IMS, citado pela Coverflex, cada euro carregado num cartão refeição gera entre 3,15 e 3,50 euros para a economia nacional, tornando o subsídio de alimentação um instrumento de estímulo económico particularmente eficaz.
Do ponto de vista fiscal, mantêm-se as vantagens conhecidas. Os colaboradores beneficiam de isenção de IRS e de contribuições para a Segurança Social até ao limite legal em vigor, enquanto as empresas evitam a aplicação da taxa contributiva de 23,75% sobre o valor atribuído. Na prática, o custo corresponde apenas ao montante definido em subsídio de alimentação.
Ao tornar gratuito, de forma definitiva, o acesso ao cartão refeição digital, a Coverflex reforça a centralidade do subsídio de alimentação na compensação em Portugal, num momento em que as empresas procuram equilibrar contenção de custos, competitividade e impacto real na vida dos colaboradores. Num mercado de trabalho cada vez mais atento ao detalhe dos benefícios, a decisão reposiciona o cartão refeição não como um custo acessório, mas como um instrumento direto de política salarial e económica.
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