O tema “Como implementar o coaching em larga escala nas organizações – diferentes expectativas” foi o mote de partida para o HR Executive Breakfast. O evento decorreu esta sexta-feira, dia 23 de junho, no Hotel Mélia Lisboa Aeroporto.
Os temas discutidos neste momento de networking, partilha e aprendizagem foram: Técnicas e dicas para “Decifrar Pessoas”: excelente ferramenta para aumentar o poder de liderança, melhorar a comunicação e negociação, nas relações interpessoais e no coaching; Como decifrar e influenciar pessoas podem melhorar o desempenho, otimizar comportamentos, estratégias e os resultados dos negócios?; Como complementar a técnica do coach com a leitura da linguagem não verbal para um resultado mais eficaz?; Qual a importância de implementar uma cultura de coaching à escala de toda a organização?
A sessão de abertura do evento foi feita por Hugo Olaizola, diretor de Iberia e Latam da CoachHub, que fez uma apresentação sobre o empoderamento dos colaboradores, os futuros líderes que podem mudar as organizações.
“Qualidade, Flexibilidade e Mensurabilidade são as três características que tornam a CoachHub única. O que queremos é ‘democratizar’ coaching. Não quer dizer que todos tenham coaching, mas com que os colaboradores que precisem de coaching tenham acesso”, conclui Hugo Olaizola.
Decifrar e influenciar pessoas: os segredos que o nosso corpo revela
Em seguida, Alexandre Monteiro, Mestre em Decifrar Pessoas, iniciou a sua palestra referindo a importância de saber ler a linguagem não verbal das pessoas, como ferramenta para aumentar o poder de liderança, bem como de comunicação e negociação nas relações interpessoais.
“Decifrar pessoas é como ler o pensamento das pessoas. No mundo do RH é normal termos pessoas traumatizadas. Mas interpretar e influenciar pessoas é importante. A mentalidade influencia a forma como interagimos com as pessoas”, afirma Alexandre Monteiro.
Além dos temas, Alexandre Monteiro interagiu diretamente com a audiência, motivando a espontaneidade.
“As pessoas tem medo de morrer. Porquê? Porque passamos toda a vida à procura de amor. Podemos ter conhecimento, mas não o praticando, não funciona. O que eu pretendo treinar é a intuição, a empatia. Decifrar pessoas é fácil, caso esteja em amor ou em dor. Se soubermos a dor da pessoa, ela vai entrar em amor”, acrescenta.
Como implementar o Coaching em larga escala nas organizações
Em seguida, decorreu a mesa redonda com o tema “Como implementar o Coaching em larga escala nas organizações: Diferentes perspetivas”. A moderadora foi Vanessa Henriques, CEO do IIRH, e os oradores foram: Inês Brites, Head of L&D da BNP Paribas; Manuel Peixoto, Coach português da CoachHub;
e Duarte Pacheco Carvalho, Account Director & Strategic Consultant da CoachHub.
Níveis de autonomia das equipas, a otimização de processos e a promoção de uma cultura focada foram considerados como os principais objetivos de um programa de coaching personalizado.
Manuel Peixoto entende que o propósito e o valor real do coaching parte da escolha, idoneidade e do valor das escolhas das empresas que contratam os processos de coaching. “A certificação profissional de coaching é importante e revela confiança. Implica que os profissionais são avaliados através de exames, que não são fáceis. Mas garante que os serviços vão ter qualidade e ética.”
“Muitas vezes apercebemo-nos que o verbal diz uma coisa e o não verbal diz outra”, aponta Manuel Peixoto.
Inês Brites revelou à audiência a razão porque implementou coaching digita no BNP Paribas. “Foi no ano passado, em 2022. E fez-me pensar o porquê que isto nunca foi implementado antes. Todo o processo de coaching e questões de desenvolvimento são feitas no momento e permite conseguir perceber as necessidades. Achei um contexto bem pensado e com qualidade.”
Revelando que o processo de coaching pode ser, por vezes, abstrato, Inês Brites entende que plataformas, como a CoachHub, permitem garantir um enquadramento e vigilância das necessidades das organizações.
Já Duarte Pacheco Carvalho, comparando o coaching presencial e digital, sublinha que o que é importante não é impingir um modelo de coaching, mas dar a oportunidade de escolha aos colaboradores, que melhor se ajustam às necessidades de cada um.
“A medição dos resultados é igualmente importante. Muitas vezes é difícil medir um processo de coaching, quer do ponto de vista individual ou coletivo. Mas a ideia é que se entregue um programa com qualidade. O formato da CoachHub é diferente: as empresas, ou os colaboradores, podem definir o tempo que escolhem para este processo”, afirma.
Tipos de programas de coaching mais procurados
Quando questionado por Vanessa Henriques sobre quais os programas de coaching mais procurados pelas empresas, Duarte Pacheco Carvalho indica: programas de leadership; diversidade e inclusão; formação de líderes e gestores; ou, no caso de determinados países, focados em causas sociais.
No caso do BNP Paribas, Inês Brites refere que o coaching está mais presente nas lideranças, por uma questão de estratégia e das próprias necessidades da empresa. Indica ainda, que um dos programas mais adotados é o de liderança no feminino. Conta que este programa carece de uma aprovação inicial, onde as candidatas têm que ter mais de 15 anos de experiencia profissional e de gestão de equipa, de forma a garantir que estão motivadas e envolvidas com o mesmo.
Com o termino da mesa redonda, o HR Executive Breakfast teve um momento de perguntas e respostas com a assistência. De seguida realizou-se um momento de networking entre os participantes. A primeira edição do evento foi organizado pelo IIRH e contou com o apoio da CoachHub.
Principais conclusões desta manhã de partilha:
- O coaching tem de ser consentido e não impingido.
- É importante conhecer e aplicar técnicas de linguagem não verbal, para conhecer melhor as necessidades, motivações e os próprios medos das pessoas, reforçando assim as técnicas de coaching.
- As principais vantagens do coaching digital são: a qualidade, a mensuração e a flexibilidade. Conseguimos ter acesso a diversos coaches nacionais e internacionais devidamente certificados e escolher os profissionais com que queremos trabalhar, podemos medir o impacto destes processos, quer do ponto de vista qualitativo e quantitativo e ainda podemos gerir melhor o tempo e beneficiar da flexibilidade que esta solução nos oferece.