O mundo mudou, os modelos de gestão organizacional e de gestão de negócio mudaram e a competitividade assente no propósito e nos impactos de cada empresa está a mudar com uma rapidez quase impossível de gerir com felicidade e sem ansiedade.
Na liderança não há impossíveis e somos nós, líderes do passado, presente e futuro (que já começou) a dinamizar as alterações de processos e negócio, gestão de inovação, transformação verde e digital (incremental ou de inovação de produto ou serviço), compliance com ESG e/ou impactos sociais, económicos e ambientais da empresas e estamos a liderar, mobilizar e motivar equipas que criam, desenham, entregam, vendem na direção certa, com sustentabilidade e rumo ao futuro melhor para todos e para o planeta.
Somos o mesmo líder do passado (um passado que já nos parece longínquo) e seremos um fantástico líder de futuro, com o conhecimento e competências certas, super atualizadas, quer sobre sustentabilidade, quer sobre transformação digital no negócio, sobre os standards ESG, novas ferramentas, diretivas e legislação europeia sobre IA (Inteligência Artificial) e excelentes competências de liderança visionária, colaborativa, agile, diretiva e de Coaching de talentos, que o nosso Board ou os nossos shareholders nos exigem.
É assustador! E temos essas competências e capacidades? De acordo com um estudo da Korn Ferry de 2024, 49% dos líderes séniores sentem-se impostores relativamente a competências que não possuem, sejam técnicas, digitais, de sustentabilidade, ou de liderança; 79% dos líderes séniores mentem a si próprios, aos seus clientes, às suas equipas e shareholders sobre as novas competências e os novos conhecimentos que não têm.
Sentimos, nós, os líderes, o nariz a crescer em vários momentos, todos os dias. Sentimo-nos “Pinóquio” todos os dias, qual personagem do italiano Carlo Collodi: E sentir o Paradoxo do Pinóquio (um conhecido conflito de lógica) já é um excelente passo para o upskilling, para a mudança: “é verdade que estou mentir”, é verdade que a realidade das minhas competências e do meu saber é outra, ainda não é suficiente para cumprir os desafios que temos nesta empresa, nesta equipa, neste mundo.
Nestes processos de transição verde e digital e de sustentabilidade, nos quais todos nós tentamos “surfar”, não vale a pena evitar que não sabemos, evitar que não conhecemos o suficiente para mobilizar as equipas, empoderando-as para conseguirem inovar. Temos que assumir incompetências, desconhecimento básico, fazer o processo de unlearn do que já sabemos em modelos mais “antigos” e aprender, aprender diariamente, estruturadamente e com propósito.
Não basta ouvir uns webinares gratuitos ou ler alguns artigos sobre AI ou ESG, há que criar competências (conhecimento transformado em atitudes e saber fazer, podendo alavancar conhecimento coletivo), para poder liderar inovação, mudança, transformação.
Um recente estudo liderado e publicado em Harvard refere que mais de 69% dos líderes não fizeram investimento sério e com impacto, através de formação formal e orientada, em pelo menos 3 das suas 5 superpower skills: 1.Techical skills, 2. Digital 4.0 skills, 3. Green skills 4. Soft skills 5. Leadership skills.
No ISQ Academy, enquanto consultores de PME e grandes empresas, tiramos a mesma conclusão, que contextualiza o fenómeno do “líder pinóquio” neste mundo VUCA, com novas exigências de gestão de negócio e de equipas a mudar e inovar diariamente.
Mais de 70% dos líderes não dominam a aplicabilidade, nem usam profissionalmente ferramentas de IA gen (como ChatGPT, Copilot ou outros LLM), não tendo as chamadas “fusion skills para AI” e, por isso, não fazendo o processo de “empowering teams” para crescer mais e mais depressa num modelo com IA que permite mais automação, programação, a reinvenção da atividade laboral e impactos do negócio. Um modelo que permita a simbiose da Inteligência Humana com IA, tornando-nos mais HUMANOS e mais produtivos.
A formação upskilling (e reskilling, em alguns casos) é fundamental para garantir sustentabilidade e crescimento do negócio, começando pelos nossos líderes “pinóquios”, que somos todos nós. No ISQ Academy, temos treinado e capacitado para a transição digital e transição verde e sustentável, quer em módulos colocados em todos os nossos cursos de Especialização ou de media e longa duração, quer nos planos de formação que desenvolvemos à medida das empresas.
A capacitação tem que ser holística, nas várias hierarquias e funções, com eficiência e impacto. Há que democratizar competências, com impactos na sociedade, no crescimento sustentável e responsável da empresa, com base na inovação e na criação de valor. Somos ainda Pinóquios e temos que assumir a emergência das nossas “incompetências” e a importância do upskilling para nós próprios e para equipas, como líderes responsáveis e sherpas de inovação e de sustentabilidade.