A IMPACTsci, em parceria com o ISQe, lança o curso e-learning “Neurodiversidade e Inclusão: Capacitação para uma Cultura Organizacional Inclusiva”, uma iniciativa inovadora dirigida a empresas interessadas em fomentar a diversidade e a inclusão no local de trabalho.
Disponível em português e inglês, o curso é uma resposta às crescentes necessidades de criar ambientes empresariais mais inclusivos e produtivos, alinhado com as políticas de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) e as metas de Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG – Environmental, Social, Governance).
A neurodiversidade – que abrange pessoas com diferentes neurotipos, como autismo, dislexia e PHDA – é uma realidade em qualquer ambiente de trabalho. Estima-se que entre 15% e 20% da população mundial seja neurodivergente, o que representa um enorme potencial para inovação e crescimento quando devidamente reconhecido e valorizado. A criatividade e inovação por pessoas que pensem de forma diferente são hoje fundamentais para manter a competitividade das empresas no mercado.
Este curso visa preparar organizações para abraçar a neurodiversidade e aproveitar as capacidades únicas dos colaboradores neurodivergentes, promovendo equipas mais criativas, colaborativas e inclusivas. O programa do curso está estruturado em três módulos independentes, com uma abordagem prática, inclusiva e neuroafirmativa:
- Módulo 1 – Introdução à Neurodiversidade nas Organizações (dirigido a todos os colaboradores);
- Módulo 2 – Estratégias Inclusivas para a Gestão de Equipas Neurodiversas (dirigido a team leaders, supervisores e outros gestores de equipas);
- Módulo 3 – Gestão Estratégica da Neurodiversidade: Políticas e Benefícios para as Organizações (destinado a administradores, gestores e líderes de empresas).
A implementação de práticas inclusivas permite às organizações demonstrar seu compromisso com a diversidade e a inclusão, contribuindo para melhorar a sua reputação corporativa e atrair talentos. Ao incentivarem a colaboração, a criatividade e a resolução de problemas, estas práticas conduzem também a melhores resultados e desempenho empresarial.
Rute Ferreira, Head da Equipa de Digital Learning do ISQe disse: “Abraçámos este novo desafio como uma extensão natural do trabalho que a equipa de Digital Learning Experience já realiza com os nossos clientes corporativos. Este curso foi criado com conteúdos pedagógicos inovadores e projetado para funcionar em contextos multi-device.”
“As nossas soluções formativas destacam-se por um design intuitivo, instruções interativas, bookmarks para facilitar a navegação nos conteúdos e uma sistematização clara do conhecimento. Esses elementos têm sido fundamentais para assegurar a satisfação dos nossos clientes e, acima de tudo, dos seus colaboradores.”, concluiu.
Este curso é fruto da colaboração entre a IMPACTsci e a ISQe, entidade certificada pela DGERT e reconhecida pela sua experiência em soluções formativas de excelência, que resultou também no paper de investigação publicado na Research Gate e apresentado no Fórum 2024 ACEEU Europe-Africa.
A IMPACTsci, fundada por uma mulher neurodivergente, é uma empresa social com a missão única de desenvolver metodologias e ferramentas inovadoras e inclusivas, combinando ciência, inovação e impacto social. É também membro corporativo do Institute of Neurodivesity, tendo assinado a Declaração Internacional da Neurodiversidade. Com o desenvolvimento deste curso, reafirma o seu compromisso com a transformação positiva do ambiente dos locais de trabalho.
A IMPACTsci […] é uma empresa social com a missão única de desenvolver metodologias e ferramentas inovadoras e inclusivas
Andreia Morgado, diretora da IMPACTsci, premiada como Runner-up e People’s Choice na categoria de Líder Empreendedor Europeu do ano 2024 nos Prémios Triple-E da ACEEU Europe-Africa e membro da Associação de auto-advocacia Voz do Autista, defende que: “Há uma perceção errada em muitas empresas de que não possuem colaboradores neurodivergentes.”
“Na realidade, esses colaboradores frequentemente não revelam esta informação, por receio de consequências negativas no seu percurso profissional, e acabam por ter que abandonar os locais de trabalho por não terem acesso às acomodações necessárias para desenvolverem bem o seu trabalho.”, continuou.
E concluiu: “E isto, claro, é mau para os colaboradores, mas também tem um impacto muito negativo nas próprias empresas que gastam recursos com a sua contratação e formação e acabam por não beneficiar do imenso potencial que estes colaboradores poderiam trazer, tivessem eles outras condições.”