MSD Portugal, AbbVie e Mundipharma foram consideradas as melhores empresas para trabalhar em Portugal, nas diferentes categorias.
Foram os colaboradores, e a confiança que depositam nos seus locais de trabalho, que elegeram as 28 melhores empresas para trabalhar em Portugal, reconhecidas e premiadas esta quinta-feira, em Lisboa, pela Great Place to Work. Em comum têm o reconhecimento e as suas áreas de atividade. O ranking é dominado, nas diferentes categorias, por farmacêuticas, empresas de distribuição e de tecnologias de informação.
A lista das empresas vencedoras divide-se em três categorias de acordo com a sua dimensão: até 100 colaboradores, entre 100 e 250 empregados e mais de 250 trabalhadores. O lugar cimeiro da primeira categoria é ocupado pela farmacêutica Mundipharma. Segue-se o Groupe SEB, do setor do comércio e distribuição, e o SAS Institute Software, do setor das tecnologias de informação.
Com uma dimensão média, a farmacêutica AbbVie é eleita a melhor empresa para se trabalhar. A Cisco Systems Portugal, da área das tecnologias de informação, e a Medtronic, do comércio e distribuição, ocupam a segunda e terceira posição do pódio, respetivamente.
Na categoria das grandes empresas, a vencedora é a farmacêutica MSD. A prata é entregue à Cofidis, no setor financeiro e de seguros, e o bronze à ROFF, na área das tecnologias de informação.
Prémios sociais
A Great Place to Work distinguiu também as empresas que se destacam pelas suas boas práticas no que diz respeito à atração de jovens talentos, igualdade de género, responsabilidade social e sustentabilidade, saúde e bem-estar e liderança. A Leroy Merlin, a AbbVie, a Mars, o SAS Institute Software e a MSD Portugal arrecadaram os respetivos prémios sociais.
Teresa Fragoso, presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, subiu ao palco para lembrar a importância do bem-estar e da igualdade no mercado de trabalho. “Quando se premeia a excelência das empresas, premeiam-se condutas socialmente responsáveis, que promovem os direitos humanos, entre os quais o direito à igualdade e à não-discriminação”.
Metodologia da Great Place to Work
As organizações reconhecidas, depois de submeterem a sua inscrição e de cumprirem os “critérios mínimos”, nomeadamente “uma média geral de 70% e um nível de confiança de 95%”, são avaliadas através de uma pesquisa quantitativa assente em dois elementos. O culture audit avalia “as políticas e as práticas das empresas” e o trust index que avalia “a qualidade dos comentários dos colaboradores”, explicou Paulo Medeiros, diretor de consultoria da Great Place to Work, ao InfoRH.
Para o responsável, “um excelente lugar para se trabalhar é um lugar onde os colaboradores confiam nas pessoas para quem trabalham, gostam das pessoas com quem trabalham e orgulham-se do que fazem”. “Os líderes das empresas são reconhecidos por construírem os melhores lugares para os seus colaboradores trabalharem”, afirmou.
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