O emprego em Portugal voltou a atingir um valor histórico no mês de outubro, com 5.105.700 pessoas empregadas, o que reflete um aumento de 1,4% face ao ano anterior. Estes resultados partiram da análise da Randstad Portugal aos dados estatísticos do INE (Instituto Nacional de Estatística), do IEFP (Serviço Público do Emprego Nacional) e da Segurança Social, relativos ao 10º mês de 2024.
A taxa de desemprego em Portugal fixou-se nos 6,6%, valor igual ao do mês anterior, segundo os dados do INE, o que reflete as 357.900 pessoas desempregadas. Comparativamente ao mês homólogo, foi registada uma redução de 0,1 p.p., isto é, de 1.900 pessoas, grupo constituído apenas por homens e adultos (25 a 74 anos).
Quanto a número de pessoas empregadas, este correspondeu a 5.105.700 em outubro, o que significa que o emprego aumentou em 2.900 pessoas, face ao mês anterior. Assim, a taxa de emprego manteve-se nos 64,3%, o que, em termos homólogos, equivale a um aumento de 1,4% dos profissionais empregados.
A população ativa aumentou em 2.600 pessoas, valor que resultou do crescimento de pessoas empregadas e da redução em 300 pessoas desempregadas. Em outubro, foram registadas mais 69.900 pessoas ativas do que no mesmo mês do ano passado, tendo sido atingidas as 5.463.600. O aumento da população empregada ter sido superior à diminuição da população desempregada é o fator que justifica os números.
O apoio social
57,7% das pessoas inscritas como desempregadas registadas em Portugal recebem algum tipo de prestação de desemprego. Este indicador é essencial na realidade do mercado de trabalho, por refletir tanto o número de pessoas desempregadas, como a capacidade do sistema de apoio social para ajudar essas mesmas pessoas. Em outubro, foram 180.192 os beneficiários de prestações de desemprego.
Assim, houve uma redução em 2,9%, face ao mês anterior, que pode estar relacionada com o fim do período de elegibilidade dos beneficiários ou à melhoria da situação laboral das pessoas. Perante o aumento mensal do desemprego registado, a queda do número de beneficiários é justificada pela perda de elegibilidade. Comparativamente a 2023, ano com cobertura de prestações de 56,2%, houve um aumento de 5,7% no número de beneficiários de prestações de desemprego.
Perante o aumento mensal do desemprego registado, a queda do número de beneficiários é justificada pela perda de elegibilidade.
As remunerações por trabalho dependente apresentaram, em setembro, um valor médio de 1.398,17€, o que implica uma queda mensal de 6,1% face a agosto. Comparativamente a setembro de 2023, o aumento foi de 5,2%. O valor mais elevado da remuneração declarada está registado em Lisboa e corresponde a 1.616,26€, região seguida de Setúbal, com 1.412,21€. Do lado oposto estão Beja, com 1.111,98€ e Portalegre, com 1.165,60€, sendo que, no primeiro caso, a diferença da remuneração média face a Lisboa é de 504,28€.
Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal, refletiu: “Os dados mostram que estamos numa fase de relativa estabilidade. O desemprego tem-se mantido na ordem dos 6,6%, mas o emprego tem vindo a crescer e temos hoje valores históricos de pessoas empregadas. Outro dado positivo é o aumento das remunerações, ou seja, a massa salarial também está a aumentar face a 2023”.