O bem-estar deixou de ser um luxo nas organizações para se tornar numa verdadeira prioridade estratégica.
Na VW Digital Solutions, esta transição é vivida com autenticidade, consistência e visão a longo prazo. O programa Wellbeing@VWDS, que começou com pequenas iniciativas focadas na saúde física, evoluiu para uma abordagem holística que abraça todas as dimensões do ser humano: do equilíbrio emocional à literacia financeira, da prevenção à pertença.
Nesta entrevista, Marisa Lopes e Joana Maia duas vozes-chave na área People da VWDS partilham a história, os bastidores e o impacto de um programa que não só reflete o ADN da empresa, como redefine o que significa cuidar verdadeiramente de quem trabalha connosco.
Com exemplos concretos, indicadores claros e uma aposta firme na escuta ativa, revelam como o wellbeing pode e deve ser parte integrante da cultura organizacional.
Como nasceu o programa Wellbeing@VWDS e de que forma tem evoluído ao longo do tempo?
O Wellbeing@VWDS nasceu de uma convicção simples que partilhamos na empresa: as pessoas são o nosso “bem” mais valioso e o seu bem-estar é um fator determinante para o sucesso sustentável da empresa. Inicialmente, começámos com ações pontuais, mais focadas na saúde física e na prevenção, mas rapidamente percebemos que o bem-estar é um conceito mais amplo e multifacetado.
Hoje, o programa está estruturado numa abordagem holística que integra o bem-estar físico, mental, emocional, social e até financeiro, com iniciativas regulares e integradas ao longo do ano.
O que distingue o vosso conceito de wellbeing de abordagens mais convencionais focadas apenas no wellness físico?
Acreditamos que o bem-estar não pode ser visto de forma isolada. Uma massagem no escritório ou uma aula de ioga são bem-vindas, claro, mas por si só não garantem impacto duradouro. O nosso conceito procura responder a diferentes dimensões da vida das pessoas, reconhecendo que o bem-estar emocional, a saúde mental, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, o sentido de pertença e até a literacia financeira são igualmente importantes. Além disso, promovemos o wellbeing como parte integrante da cultura da empresa, e não como algo acessório ou meramente pontual.
Podem partilhar alguns exemplos das iniciativas mais impactantes promovidas ao longo do ano?
Temos procurado oferecer uma programação equilibrada entre prevenção, literacia em saúde e bem-estar emocional. Alguns dos exemplos mais impactantes incluem:
- Workshops sobre gestão emocional, resiliência e equilíbrio, especialmente relevantes em momentos de maior exigência profissional e mudança organizacional;
- Sessões de literacia financeira, realizadas com especialistas externos, que ajudam os colaboradores a tomar decisões mais informadas sobre poupança, investimento e gestão do orçamento familiar;
- Campanhas de vacinação e rastreios de saúde, focadas na prevenção de doenças sazonais ou crónicas, com adesão significativa;
- E, claro, ações mais sensoriais, como massagens no escritório
- A Wellbeing Week é um exemplo claro do vosso compromisso. Como é que esta semana foi pensada e recebida pelos colaboradores?
A Wellbeing Week é momento especial no nosso programa e foi desenhada com o objetivo de criar uma pausa consciente no ritmo habitual de trabalho, onde o bem-estar ganha protagonismo. Pensámo-la como uma semana temática, diversa e inclusiva, que permitisse aos colaboradores explorar diferentes dimensões do bem-estar — desde a saúde física ao equilíbrio emocional e até com experiências mais sensoriais.
A adesão foi bastante positiva: sentimos que os colaboradores valorizam não só as atividades em si, mas a mensagem que está por trás — a de que o seu bem-estar importa e está, de facto, no centro das nossas prioridades.
Como é feita a curadoria dos conteúdos e atividades? Contam com sugestões dos colaboradores?
Contamos sempre com o feedback, aliás esta é uma das grandes forças do programa – a escuta ativa. Recolhemos feedback regularmente através de surveys, sessões de partilha e até informalmente, e usamos essa informação para ajustar a nossa oferta.
Trabalhamos também com parceiros especializado para garantir conteúdos de qualidade, atualizados e com impacto real. A curadoria tem sempre em conta as necessidades identificadas internamente e os temas que fazem sentido para o contexto do momento (por exemplo, os resultados da análise da avaliação dos riscos psicossociais).
Que indicadores usam para medir o impacto destas ações na experiência dos colaboradores?
Combinamos indicadores quantitativos e qualitativos. Olhamos para taxas de participação, feedback em questionários e dados mais amplos como resultados de surveys de engagement. Em algumas ações específicas, como rastreios ou consultas com profissionais de saúde, conseguimos ainda recolher dados sobre ganhos objetivos em saúde preventiva com a equipa médica.
Mais do que números isolados, o que procuramos é perceber se o programa está a contribuir para um ambiente de trabalho mais saudável, positivo e equilibrado.
Enquanto responsáveis por uma vertente da área People, o que considera essencial para que estas iniciativas não sejam apenas pontuais, mas façam parte da cultura da empresa?
O foco/essencial é o compromisso contínuo. É preciso que estas iniciativas sejam encaradas como parte da estratégia de gestão de pessoas, e não como um beneficio “extra”. Isto implica alocar recursos, dar visibilidade, envolver a liderança e, acima de tudo, ouvir as pessoas.
A cultura organiza-se pelas ações do dia a dia se mostramos, com consistência, que o bem-estar importa, ele torna-se parte da identidade da empresa. E esse é o nosso objetivo: que o wellbeing não seja apenas um programa, mas uma forma de estar.
Marisa Lopes: Employee Experience Specialist, People Team, responsável pelo programa Wellbeing@VWDS;
Joana Maia: Centers of Expertise (CoE) Manager
Aproveite e leia gratuitamente já as últimas edições da RHmagazine AQUI