A Flora Food Portugal é especialista em alimentos à base de plantas tendo como segmentos principais as cremes vegetais e pastas; cremes; líquidos e queijos (e marcas como a Flora ou a Becel ProActiv).
A sua unidade em Portugal identificou um líder que desempenha funções numa das áreas mais críticas de negócio com “alto potencial” e, atendendo à pessoa e lugar em questão, quis desenvolver ainda mais as respetivas competências, para as enquadrar de forma estratégica.
Para tal, contratou a Big Experience, no sentido de conceber e concretizar um programa de coaching para executivos. O conhecimento desta consultora das especificidades da multinacional e das suas equipas, bem como o seu método personalizado de coaching, foram fundamentais para a escolha deste parceiro.
O colaborador em questão já tinha em curso um IDP (Plano de Desenvolvimento Individual) e estava também a ser preparado para um cargo de direção. “Foi entendido que era necessário fornecer a este elemento um suporte externo e imparcial para poder melhorar as suas soft skills a nível de gestão da sua equipa e de outras equipas e departamentos”, explica Basilissa Ramos, P&O Lead Operations Europe.
O objetivo principal era potenciar este talento na área da liderança, orientando-o na procura e descoberta de soluções através das ferramentas de coaching, o que implicaria, naturalmente, desenvolver as suas potencialidades e adequá-las à estratégia da Flora Food Portugal.
À RHmagazine, Nélia Vicente, partner da Big Experience, lembra que o coaching é um processo pessoal e profissional que consiste na cocriação de novas possibilidades e, simultaneamente, uma ferramenta que pode ser muito valiosa no desenvolvimento de pessoas, mas que exige uma abordagem global: “O coaching deve integrar outras abordagens, como são o caso da formação comportamental em liderança e da gestão de pessoas.”
Competências para a liderança
O processo desenvolvido para a Flora Food Portugal começou com uma reunião preparatória envolvendo todos os intervenientes, incluindo o departamento de RH e a chefia direta do coachee. Basilissa Ramos reconhece a confiança transmitida pelo fornecedor ao desenvolver o trabalho com total transparência, desde a implementação até à reunião final de avaliação, incluindo o alinhamento dos objetivos e a informação a trabalhar durante o processo.
O programa arrancou com a análise e diagnóstico das necessidades do coachee, seguido da definição do plano de ação (duração de 10 meses) e tendo por base a metodologia do programa Executive Coach PNL. Ao todo, incluiu a realização de nove sessões – além da reunião inicial e final, esta dedicada à avaliação e envolvendo toda a equipa do projeto (coachee, chefia direta e RH).
Durante esta ação foram trabalhadas essencialmente três grandes competências: a comunicação, a colaboração e a flexibilidade.
Na área da comunicação, a prioridade foi o desenvolvimento da capacidade de comunicar de forma clara e eficaz com toda a equipa e saber como se ajustar a cada colaborador e colega da fábrica.
O desenvolvimento de competências para trabalhar em colaboração com toda a equipa, promovendo um ambiente de cooperação entre pares e toda a direção da empresa, foi outro dos pontos importantes desta ação de coaching. Por último, dotar o coachee de ferramentas eficazes para ter a flexibilidade de se ajustar rapidamente às mudanças, identificando soluções eficazes para novos desafios do negócio.
A metodologia usada pela Big Experience no desenvolvimento de quadros de elevado potencial assenta em programas personalizados e adaptados às necessidades específicas de cada líder, direcionado para as competências.
A duração e o cronograma das sessões são igualmente adaptados a cada processo de coaching. Nélia Vicente destaca como mais-valias deste método a aprendizagem prática e experiencial que garante aos líderes a possibilidade de aplicar o que aprenderam e o que conhecem em situações reais.
Para a concretização do programa, a Big Experience aplicou ferramentas baseadas na PNL Programação Neurolinguística, para que o coachee tome consciência dos seus pontos fortes e das suas fragilidades no contexto profissional. O reconhecimento destes aspetos é crucial para que este seja capaz de empreender ações que modifiquem o seu comportamento.
O balanço é claramente positivo e Basilissa Ramos ilustra-o com este pormenor: o coachee decidiu, por iniciativa própria, voltar aos estudos e realizar uma pós-graduação em Gestão, pois o programa despertou a necessidade de continuar essa aprendizagem de forma mais estruturada. “Este é um passo fundamental para um líder desenvolver-se e acreditar no desenvolvimento de pessoas”, conclui a P&O Lead Operations Europe da Flora Food Portugal.
Artigo publicado na edição 154 da RHmagazine, referente aos meses de setembro e outubro de 2024
Aproveite e leia gratuitamente já as últimas edições da RHmagazine AQUI