Cada vez mais empresas revêm políticas e modelos de trabalho para acolher diferentes formas de pensar e comunicar, e os efeitos já se fazem sentir: maior inovação, equipas mais envolvidas e melhor retenção de talento. As conclusões são de um novo estudo da Gi Group Holding, que analisa o impacto da neurodiversidade nas organizações.
“Falamos de inclusão, mas ainda há um caminho a percorrer para garantir que os ambientes de trabalho acolhem verdadeiramente todas as pessoas”, afirma Rita Mexia, Executive Manager Healthcare & Life Sciences, DE&I and Volunteering da Gi Group Holding, em comunicado. Sublinha ainda que “a neurodiversidade não deve ser vista como um desafio, mas como uma oportunidade para inovar na forma como colaboramos e gerimos equipas. “É uma força para o futuro do trabalho. Quando as empresas reconhecem e adaptam práticas para acolher todos os perfis, criam equipas mais criativas, resilientes e preparadas para inovar“, concretiza.
Empresas que adaptam políticas, espaços e modelos de gestão à neurodiversidade, registam mais criatividade, maior produtividade, engagement reforçado e melhor retenção de talento, segundo o estudo. A análise identifica cinco boas práticas que podem acelerar esta mudança: desde o design inclusivo – com zonas de silêncio, iluminação regulável e áreas de pausa – à flexibilidade de horários, rotinas e locais de trabalho. A estas juntam-se a formação e sensibilização das equipas, a adaptação dos processos de recrutamento para reduzir barreiras injustas e, por fim, a construção de uma cultura de inclusão contínua, integrada na estratégia global de gestão de talento.
O conceito de neurodiversidade abrange pessoas com condições como autismo, PHDA, dislexia ou síndrome de Tourette, reconhecendo que o cérebro humano pode funcionar de formas distintas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as perturbações do espetro do autismo afetam cerca de uma em cada 100 pessoas. Dados da Gallup apontam que entre 10% e 20% da população global é neurodivergente.
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