“Fazer o bem não tem preço”, mas agora dá benefícios. Chegou a Portugal, a Gooders, uma start-up de economia social brasileira que junta numa mesma plataforma organizações não-governamentais, voluntários e marcas em nome da responsabilidade social.
No Brasil, a Gooders é já um projeto consolidado. Com 12 mil organizações e cerca de 214 mil voluntários registados, a plataforma está associada a dezenas de parceiros, negócios locais e multinacionais como a McDonalds, a Samsung ou a IBM, com recompensas que vão desde eletrodomésticos a bilhetes de avião.
Portugal é a primeira paragem para a expansão europeia. E porquê Portugal? Pedro Borges, responsável pela Gooders no nosso país, acredita que este é um país solidário. “Temos mais manifestações de voluntariado do que muitos países desenvolvidos. Temos um povo que sabe bem acolher e cuidar e por isso faz todo o sentido criar um sistema de retorno para as pessoas que dedicam horas da sua vida a causas”, acredita.
Lançada no passado mês de novembro no nosso país, a start-up conta já com mais de 400 ações de voluntariado em Portugal, disponibilizadas por 3000 ONG nacionais e alguns parceiros, como site de compras online Dott e o grupo de comunicação Cofina. “Estamos a construir recompensas que podem passar por conteúdos exclusivos só acessíveis via pontos Gooders, onde a própria pessoa pode ser impactada positivamente, passar algum tempo com o CEO de uma grande empresa, participar num processo criativo de uma produto enfim, alguns exemplos de benefícios que não se esgotem no “desconto” ou “cupão” e que permitem a economia circular do bem”, diz o responsável.
Inovar na economia social e recompensar o mérito é o objetivo deste projeto. “A existência dos pontos sob a forma de recompensa é o que vai permitir que o circulo do bem continue e não se esgote só na relação voluntário/ação. Ao utilizar os pontos da recompensa o voluntário permite que o ciclo continue pois os pontos vão circular para o parceiro, transformam-se em dinheiro real por via do desconto e parte disso pode reverter novamente para alguma entidade suscetível de ser impactada.” Pedro explica ainda que as recompensas não terão sempre necessariamente uma lógica pecuniária.
A mensagem é clara – “fazer o bem recompensa” – e o processo é simples. Basta fazer inscrição na plataforma, seleccionar uma ação solidária e esperar a recompensa que depois pode ser utilizada nas marcas parceiras. A recompensa acontece em forma de moeda virtual – os “gooders”.