Cerca de 46,7% das pessoas que se encontravam desempregadas em 2024 encontraram emprego em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em 2024, estavam desempregadas 351,1 mil pessoas. No ano seguinte, 19,4% (68 mil) passaram para a inatividade. Entre os restantes, quase metade conseguiu emprego.
A mobilidade foi mais expressiva entre os desempregados de curta duração: 56,4% (124,9 mil) transitaram para o emprego num período de um ano. Também entre os inativos pertencentes à “força de trabalho potencial” se registaram movimentos relevantes, com 30,8% (38,8 mil) a entrarem no mercado de trabalho.
Os dados revelam igualmente alterações na qualidade do vínculo laboral. Entre os trabalhadores por conta de outrem que, em 2024, tinham um contrato com termo ou outro tipo de contrato, “40,8% (282,8 mil) passaram a ter um contrato sem termo em 2025”, indica o INE. Já entre os que trabalhavam a tempo parcial, 32,3% passaram a trabalhar a tempo completo em 2025. No total, 464,9 mil pessoas mudaram de emprego, mantendo-se empregadas em ambos os anos.
Em sentido inverso, do total de pessoas que estavam empregadas em 2024, 2,2% (111,2 mil) transitaram para o desemprego e 2,3% (118,7 mil) passaram para a inatividade. No balanço global, “o fluxo líquido do emprego (total de entradas menos o total de saídas) foi de sinal positivo e estimado em 163,0 mil pessoas”, refere o INE.
Entre os jovens que não estavam a estudar nem a trabalhar – os chamados “nem-nem” – 39,1% (78,8 mil) passaram para o emprego em 2025. Outros 21,5% (43,3 mil) transitaram para o ensino ou formação.
“Do total de pessoas que estavam desempregadas no 3.º trimestre de 2025, 52,2% (170,4 mil) permaneceram nesse estado no 4.º trimestre de 2025, 30,6% (99,8 mil) transitaram para o emprego e 17,3% (56,4 mil) transitaram para a inatividade”, lê-se também na nota divulgada pelo INE.
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