No terceiro trimestre de 2025, 177 mil pessoas (o equivalente a 3,5% dos trabalhadores) mantiveram dois ou mais empregos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). A tendência confirma uma realidade laboral cada vez mais comum: trabalhar a dobrar para reforçar as fontes de rendimentos ou garantir estabilidade.
De acordo com as estatísticas de fluxos entre estados do mercado de trabalho, 3,5% dos empregados (177 mil pessoas) mantiveram dois ou mais postos de trabalho entre julho e setembro. Além disso, 1,6% (80,9 mil) dos trabalhadores que tinham apenas um emprego passaram a acumular dois ou mais.
Dados do INE mostram também que o mercado de trabalho português registou um fluxo líquido de emprego positivo, com 83,8 mil pessoas a entrarem no mercado, e mais de 100 mil desempregados a regressarem à atividade entre julho e setembro. Ainda assim, cerca de 65 mil trabalhadores perderam o emprego no mesmo período.
Destaca-se ainda o aumento da estabilidade contratual: 23,4% dos trabalhadores com contrato a termo ou outro tipo de vínculo passaram a ter contrato sem termo no terceiro trimestre. Também 23,6% dos trabalhadores a tempo parcial passaram a exercer funções a tempo completo.
No total, 97% dos empregados mantiveram-se em atividade, 1,2% transitaram para o desemprego e 1,8% saíram do mercado de trabalho.
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