Às portas de 2026, a transformação digital continua a redesenhar o dia a dia das empresas, mas a gestão de pessoas enfrenta um desafio mais complexo do que a adoção de novas ferramentas. Automação, análise de dados e inteligência artificial (IA) ganham espaço, ao mesmo tempo que cresce a exigência de culturas organizacionais mais humanas, flexíveis e capazes de reter talento num contexto de incerteza económica e social.
Se nos últimos anos a tecnologia se impôs como resposta à pressão operacional, o próximo passo passa por uma utilização mais estratégica, capaz de libertar tempo, melhorar decisões e reforçar o envolvimento dos colaboradores. “O novo ano vem acentuar algumas prioridades que começaram a surgir sobretudo com a transformação digital. Estamos numa fase em que a automação está a permitir realizar tarefas de pouco valor e repetitivas, e cabe-nos olhar para as ferramentas tecnológicas e aprender a tirar o maior proveito delas, priorizando sempre as pessoas através de uma cultura flexível e de colaboração”, afirma Tiago Santos, Vice-Presidente de Comunidade e Crescimento da Sesame HR, em comunicado.
Com isto em mente, a Sesame HR aponta as principais tendências que irão moldar a gestão de pessoas em 2026:
1- IA e automação nos RH
A IA deverá assumir um papel cada vez mais estrutural nos processos de RH. Dados de um inquérito da Sesame HR indicam que quase 81% dos líderes em Portugal consideram que a IA deve liderar a agenda de eventos de RH em 2026. A automação de tarefas administrativas, como gestão de horários ou registo de ponto, deverá libertar tempo para funções estratégicas e permitir processos de recrutamento mais rápidos e baseados em competências.
2- Upskilling e desenvolvimento contínuo
A evolução tecnológica e a transformação dos modelos de negócio tornam o desenvolvimento de competências uma prioridade. O upskilling e o reskilling surgem como respostas à escassez de talento e à necessidade de preparar as equipas para novos desafios, com os RH a assumirem um papel central na identificação de lacunas e na criação de percursos de aprendizagem.
3- Cultura organizacional e sentimento de pertença
Num contexto de trabalho híbrido, a cultura organizacional ganha maior relevância. O reforço do sentimento de pertença é apontado como determinante para o bem-estar e a fidelização dos colaboradores, exigindo lideranças mais empáticas, transparentes e alinhadas com os valores das organizações.
4- People analytics e decisões baseadas em dados
A utilização estratégica de dados consolida-se como uma das grandes tendências para 2026. O people analytics permite apoiar decisões relacionadas com desempenho, engagement e retenção, contribuindo para uma gestão mais preditiva e informada das equipas.
5- Gestão da mudança e produtividade
A capacidade de adaptação à mudança surge como competência-chave num contexto marcado por instabilidade económica e evolução tecnológica. A produtividade dependerá, segundo a Sesame HR, da forma como as empresas comunicam os processos de transformação e envolvem os colaboradores ao longo dessas transições.
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