A
dificuldade em atrair talento qualificado e alinhado com a cultura organizacional afirma-se como o principal desafio das empresas portuguesas em 2026. A conclusão é de um questionário realizado pela Sesame HR junto de quase 100 líderes de RH em Portugal.
De acordo com o estudo, 61% dos líderes de RH identificam a atração de talento alinhado com a cultura da empresa como o maior desafio atual. Seguem-se o reforço da cultura, propósito e valores (56%) e a fidelização de talento e melhoria do clima laboral (49%). A adoção da inteligência artificial (IA) nos RH e a redução da carga operacional surgem também entre as principais preocupações, com 44% e 34% das respostas, respetivamente.
“Com esta iniciativa procurámos compreender como estão as empresas a responder às novas exigências e necessidades do mercado e dos profissionais. Perante um cenário cada vez mais competitivo, é fundamental que os líderes de RH compreendam que o talento é o seu ativo mais importante, desenvolvendo estratégias concretas e centradas nas pessoas, nas suas prioridades e no seu bem-estar”, aponta Tiago Santos, Vice-Presidente de Comunidade e Crescimento da Sesame HR, em comunicado.
Apesar do debate crescente em torno da IA, a sua aplicação prática no recrutamento continua limitada. Cerca de 56% dos líderes de RH em Portugal ainda não utiliza IA nos processos de recrutamento, embora esteja a avaliar essa possibilidade. Apenas 10% afirma recorrer a estas ferramentas de forma habitual.
O estudo revela também uma forte pressão operacional sobre as equipas de RH. Quase 43% dos líderes dedica entre 40% e 60% do seu tempo semanal a tarefas administrativas, enquanto mais de 20% ultrapassa os 60%. Ainda assim, 81% considera que a IA e a automação aplicada aos RH devem liderar a agenda de eventos do setor nos próximos meses, sinalizando uma expetativa clara de mudança.
Benefícios ganham peso na atração e retenção
Num contexto de maior exigência por parte dos profissionais, os benefícios assumem um papel central na atração e fidelização de talento. O seguro de saúde é apontado por 94% das empresas como o benefício mais relevante, seguido do acesso a formação (73%), do teletrabalho ou modelo híbrido (72%) e da flexibilidade de horário (70%).
O apoio à saúde mental é referido por 62% dos inquiridos, enquanto 59% destacam a oferta de dias extra de férias. No entanto, medidas como a possibilidade de “Comprar” dias adicionais de férias ainda geram hesitação: 42% conhece a prática, mas admite desconhecer o seu impacto no bem-estar das equipas, embora quase 30% acredite que os efeitos seriam positivos.
Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI