A ERA Portugal criou recentemente um departamento de recursos humanos, assumido pela diretora Rosário Morgado, que é também a primeira diretora de RH da ERA Portugal. Estivemos à conversa com a responsável, para perceber por que razão a empresa decidiu apostar agora neste departamento e quais as prioridades e desafios.
Num momento como este, por que razão a empresa decidiu apostar na área de recursos humanos? Este departamento vem colmatar alguma necessidade específica que tenham identificado?
Quando me perguntam o que está na origem da criação do departamento de recursos humanos na ERA Portugal, respondo, sem hesitar, que é a nossa essência, a nossa missão e vocação – atrair, formar e fazer crescer pessoas com talento e vontade de progressão pessoal e profissional na ERA. Este departamento de recursos humanos surge, assim, de forma muito natural, com vista a reforçar a missão da organização.
Na ERA Portugal, esta preocupação com as pessoas foi a grande linha de orientação, desde o primeiro dia, em 1998. Não é uma resposta a uma moda. A grande mudança que pretendemos concretizar visa a necessidade de implementar práticas de gestão de pessoas mais modernizadas e mais eficazes.
Não estão em causa valores e princípios da nossa política de gestão de recursos humanos, estão em análise procedimentos e práticas de contexto organizacional que facilitem a integração das pessoas.
Queremos agilizar a concretização da nossa missão, dar uma resposta de excelência a todos os que apostam as suas vidas no projeto ERA, pessoas ambiciosas, com uma vontade inabalável de escrever a sua própria história de vida, empreendedores com coragem, determinação e que estão na ERA para ganhar.
Enquanto primeira diretora de RH da ERA Portugal, que desafios tem pela frente? Quais serão as suas prioridades para este departamento numa primeira instância?
Se queremos recrutar pessoas com talento e vontade de progredir, temos que estar munidos das melhores ferramentas e procedimentos de desenvolvimento pessoal e organizacional. Qualquer pessoa que chegue à ERA tem que encontrar um espaço de crescimento, de melhoria e de respeito pela sua individualidade. Ninguém pode estagnar na ERA.
Pretendemos implementar novos métodos de avaliação de necessidades, de aspirações, competências e pontos de melhoria, de forma a delinear planos de intervenção que sustentem um novo modelo comunicacional, quer dentro das agências ERA, quer da organização em geral. Neste sentido, será desenvolvido um plano formativo diversificado que possa ir ao encontro da diversidade de colaboradores. Um plano de formação que integre as valências técnicas e comportamentais envolvidas nesta área da mediação imobiliária.
Com cerca de 2 500 colaboradores, como é que a ERA se preparou para enfrentar a crise da pandemia da covid-19? Surgiram dificuldades a nível da pandemia que levaram também à criação deste departamento?
Num primeiro momento, a nossa principal preocupação foi, sem dúvida, garantir a segurança de todos os colaboradores e clientes, cumprindo todas as regras que foram impostas pela Direção Geral de Saúde. Com a segurança garantida, trabalhámos juntos para sermos mais inovadores, mais criativos e adaptámos a nossa forma de trabalhar, de comunicar e de formar ao contexto e aos desafios do momento.
Enfrentámos os novos desafios de forma inovadora e criativa. O grande fator crítico de sucesso foi a rapidez com que o fizemos. Em excelente trabalho de equipa, juntámos as pessoas dos vários departamentos, em tempo recorde, e disponibilizámos ferramentas para trabalhar à distância. Rapidamente, estávamos a recrutar, integrar e formar novos colaboradores.
Foi surpreendente como a grande parte das equipas se adaptou às novas formas de comunicação, com reuniões online entre equipas, com clientes e parceiros de negócio. Colocámos a tecnologia ao nosso serviço, um dos pilares do modelo ERA, em áreas que ainda não tínhamos apostado.
E aprendemos muito com este caminho que percorremos, sobre nós próprios enquanto pessoas e enquanto empresa. Com equipas tão heterogéneas na ERA, e em momentos tão difíceis como este da pandemia, foi surpreendente a capacidade de resiliência e de superação demonstradas, a motivação em continuar a trabalhar e a ambição de querer fazer mais e melhor face aos desafios que surgiram.
A criação deste departamento já estava pensada antes da pandemia, mas todo este contexto veio reforçar a importância de continuarmos focados na nossa missão para com as nossas pessoas.
O que significa esta aposta para a empresa e para o negócio da imobiliária?
Há anos que somos reconhecidos no mercado imobiliário como a melhor escola de mediação imobiliária do país. É uma verdade inquestionável. No entanto, o nosso desafio já é outro. É mais abrangente: é a formação e o aperfeiçoamento das qualidades de cada indivíduo, maximizando o seu potencial humano.
A ERA quer estar na linha da frente na forma como acolhe, como forma, como acompanha, como contribui para o desenvolvimento pessoal e profissional de todos os colaboradores da empresa.
É inevitável que o fortalecimento e rentabilidade das equipas resulte de ações concertadas entre a visão estratégica da empresa e o respeito da singularidade de cada um. É possível, é desejável e, hoje, é um imperativo das melhores empresas para se trabalhar.
O que se alterou nos processos de recrutamento? Como funcionam agora e como vão passar a funcionar daqui para a frente? Este departamento traz mudanças a esse nível?
Com 23 anos de atuação no setor da mediação imobiliária em Portugal, existe um histórico de práticas de gestão de recursos humanos que obrigatoriamente tem que evoluir ao longo do tempo. O que é verdade e tem resultados comprovados numa altura, rapidamente se torna ultrapassado.
O nosso propósito com o departamento de recursos humanos é o de acompanhar, monitorizar estas iniciativas e implementar as melhores e mais eficazes práticas de gestão de pessoas para alavancar os resultados.
Estamos a implementar uma cultura mais aberta, mais flexível e que vá ao encontro dos condicionalismos das pessoas, de forma a não excluir o talento que desejamos integrar na ERA.
A nível dos RH, o que perspetiva para a ERA?
Em 2021, a ERA conquistou o 2.º Lugar de Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal na dimensão de +1000 colaboradores, tendo ainda alcançado o 17.º Lugar do Ranking Nacional das Melhores Empresas para Trabalhar no país pelo Great Place to Work Portugal.
Mas queremos mais. Queremos ainda maior robustez neste Trust Index. Queremos que a ERA seja, cada vez mais, uma maior inspiração para novos talentos, uma empresa verdadeiramente única, com programas de onboarding, de desenvolvimento e de aperfeiçoamento adequados às diferentes pessoas, funções e aspirações.
As nossas equipas são muito heterogéneas, mulheres e homens de gerações diferentes, com formações e experiências de vida díspares, com personalidades distintas. O grande desafio é desenvolver condições para que tenham espaço de progressão e possam contribuir para o sucesso da equipa, possam enriquecer o mundo organizacional e fortalecer o negócio. Caminhamos a passos largos para que cada líder seja capaz de estimular o melhor dos seus colaboradores, numa cultura positiva, otimista e inclusiva da diferença.
Estamos fortemente comprometidos na consolidação da ERA como o melhor projeto de vida para as pessoas com talento. Pretendemos ser uma marca atrativa para trabalhar e onde as pessoas queiram ser felizes. Como sempre dissemos, o nosso negócio tem algo a ver com casas e tudo a ver com pessoas.
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