A
CE está a preparar um pacote de medidas para mitigar os efeitos da crise energética, no qual propõe que as empresas implementem um dia de teletrabalho obrigatório por semana. A iniciativa, avançada pelo El País, integra um conjunto mais alargado de propostas que deverão ser apresentadas pela Presidente da CE, Ursula von der Leyen, no decorrer da próxima semana.
A proposta surge num momento em que muitas organizações estão a rever os seus modelos de trabalho, com várias empresas a reforçar a presença no escritório após o período de generalização do teletrabalho durante a pandemia. A eventual recomendação de Bruxelas poderá, assim, reequilibrar o debate entre modelos presenciais e híbridos, colocando novamente o teletrabalho no centro das políticas de gestão de pessoas.
O objetivo da medida da CE passa por reduzir as deslocações diárias dos trabalhadores e, « consequentemente, o consumo de combustível. De acordo com a proposta, o teletrabalho deverá ser aplicado “sempre que possível”, numa tentativa de aliviar a pressão sobre os custos energéticos que afetam empresas e famílias.
O contexto que sustenta estas propostas é de agravamento da crise energética, num cenário marcado por tensões geopolíticas. O mês de abril “deverá ser ainda pior do que março” para o setor da energia, mesmo que a guerra no Irão encontre rapidamente uma conclusão, alertou o Diretor-Executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol. “Trata-se da mais importante crise energética da história. E ela diz respeito ao petróleo e ao gás natural, mas também a outros produtos básicos essenciais, como os fertilizantes, os produtos petroquímicos ou ainda o hélio”, referiu o responsável da AIE.
Também a Presidente do CE já manifestou confiança na aprovação de medidas de apoio por parte dos líderes da União Europeia, sublinhando que esta crise ocorre num “momento dramático e desafiante”, numa altura em que os preços da energia, nomeadamente gás e eletricidade, registam subidas acentuadas no espaço comunitário.
Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI