Inge Geerdens
Fundadora CVWarehouse
As últimas semanas foram bastante agitadas. Decidimos concorrer a um projeto enorme e passámos muito tempo a preparar a nossa oferta de valor. Um pouco estranho na verdade, porque já sabíamos à partida que as chances eram diminutas. A empresa em questão já trabalhava com uma marca concorrente e eu li nas entrelinhas que estavam apenas a analisar o mercado. No entanto, pensei que poderíamos aprender muito com o processo em si. Então fizemo-nos ao caminho. E perdemos.
Não vou dizer que não doeu. Tendo gasto tanto tempo e esforço no projeto, aguçámos o nosso apetite. Mas a aprendizagem compensou a perda. Por exemplo: durante as nossas reuniões com este possível cliente, obtivemos informações valiosas sobre os processos internos de grandes multinacionais. Conhecimento que agora podemos usar em nosso benefício para futuras licitações e, até mesmo, para ajustar a nossa própria
estratégia de negócio.
Mas mais do que isto: forneceram-nos um extenso feedback. Primeiro pelo telefone e depois por e-mail para toda a equipa, juntamente com alguns esclarecimentos mais pessoais. Informaram-nos sobre as nossas mais valias e onde poderíamos melhorar. Apesar de terem escolhido manter o seu atual fornecedor, enfatizaram que gostariam de trabalhar connosco um dia.
Esta “resposta negativa” não se sentiu como qualquer outra. A diferença está exatamente no estilo de feedback. Não é segredo que as pessoas respondem mais fortemente a eventos negativos do que positivos. A crítica pode até ter efeitos adversos significativos. A maioria das pessoas sabe perfeitamente quando fica aquém do esperado. Sabem que há espaço para melhorias. Não há necessidade de colocar a questão de forma contundente e emocional. Pode correr mal.
Eu acho que vale a pena manter as emoções sob controlo e não perder de vista o propósito de dar feedback: ajuda as equipas a ter um melhor desempenho daí para a frente. E é provável que as pessoas retornem o favor. Good Karma.
O feedback é uma ferramenta poderosa. Dar e receber feedback requer capacidades e é muito mais desafiador fornecer críticas construtivas, do que simplesmente elogiar ou criticar o trabalho de alguém. Eu considero uma arte e admiro quem a domina. E vocês também são verdadeiros artista na delicada arte de feedback?