As organizações que alinham as suas estratégias de cibersegurança com os objetivos de negócio têm 18% mais probabilidades de atingir o crescimento das receitas e da quota de mercado e de melhorar a satisfação dos clientes, bem como 26% mais probabilidades de reduzir o custo inerente aos ataques cibernéticos, revela o novo estudo da Accenture.
O relatório “State of Cybersecurity Resilience 2023” da Accenture baseia-se num inquérito a 3.000 executivos de cibersegurança e de outras grandes organizações na Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia-Pacífico. O relatório identifica um grupo de organizações que estão a liderar os seus esforços de cibersegurança, as quais são apelidadas pela Accenture como “cyber transformers “. Estas representam 30% dos inquiridos que conseguem um equilíbrio entre a excelência na resiliência cibernética e o alinhamento com a estratégia de negócio por forma a alcançar melhores resultados.
“A adoção acelerada de tecnologias digitais como a Generative AI – combinada com regulamentações complexas, tensões geopolíticas e incertezas económicas – está a testar a abordagem das organizações à gestão do risco cibernético”, explica Palo Dal Cin, Lead global da Accenture Security.
Quatro características que distinguem a cyber transformers das outras empresas
De acordo com a Accenture, existem quatro características que distinguem as cyber transformers das outras empresas: são excelentes na integração da cibersegurança e da gestão de riscos; tiram partido da cibersegurança como serviço para melhorar as operações de segurança; estão mais empenhados em proteger o seu ecossistema; e confiar fortemente na automação.
“Embora as organizações estejam a tomar medidas para alinhar melhor os programas de cibersegurança com os objetivos de negócio, ainda há muito espaço para melhorias. Mais de 60% dos inquiridos ainda são vítimas de ataques cibernéticos bem-sucedidos, provenientes de fora das suas organizações”, revela Jacky Fox, Lead Europeia de Segurança da Accenture